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Queijarias premiadas viram rota turística no interior de São Paulo

Propriedades referência na produção de queijo artesanal oferecem visitas guiadas e degustações para atrair turistas

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21/03/2022 - 11:44:08. - Por Gisele Barcelos Última atualização: 21/03/2022 - 11:46:34.

Quem disse que queijo bom é propriedade exclusiva de Minas Gerais? Apesar da fama do produto mineiro, no interior de São Paulo também existem queijarias que vem se destacando na produção artesanal e não deixam nada a desejar em termos de sabor.

Para divulgar o trabalho, 13 queijarias paulistas se uniram e criaram o Caminho do Queijo Artesanal Paulista em 2017. O projeto abrange propriedades rurais de cidades diferentes que produzem queijos de vaca, búfala, cabra e ovelha – todos os produtos identificados por um selo de qualidade de produção.

Diferente de Minas e outros estados brasileiros que seguem tradições à risca, reproduzindo modos de preparo seculares e já reconhecidos oficialmente, a produção queijeira paulista aposta na inovação e no desenvolvimento de novas receitas. Em 2021, duas delas foram premiadas no concurso internacional Mondial du Fromage, que é realizado anualmente na França.

O melhor é que a maioria das queijarias estão abertas à visitação e até oferecem experiências de degustação no local para atrair os apaixonados por turismo gastronômico. Não há um circuito fechado de visitação ou uma ordem estabelecida. Como cada integrante encontra-se em uma cidade diferente do interior paulista, a visitação pode ser feita de maneira independente, na ordem de preferência do viajante.

Se você não resiste a um bom queijo e quer apostar em um passeio diferente na próxima folga, confira algumas das experiências disponíveis:

Fazenda Atalaia, Amparo
Instalada em uma fazenda do século 19, a queijaria começou a sua produção de forma informal há mais de 20 anos. Hoje, a Fazenda Atalaia reúne no catálogo produtos premiados como o Tulha, queijo de casca dura, picante e frutado que foi medalha de ouro no World Cheese Award 2016-17. Não deixe de experimentar também as duas versões de sabor suave do queijo Mantiqueira: o primeiro de casca maturada com alecrim e, o segundo, mais cremoso e lavado na cerveja Stout. De quarta-feira a domingo, a fazenda também serve café da manhã e almoço. Já nos finais de semana e feriados, há também visitas guiadas para conhecer a história da fazenda.


Este é o café da manhã na Fazenda Atalaia

Capril do Bosque, Joanópolis
Sob a batuta da mestre queijeira Heloisa Collins, a fazenda se tornou referência na produção de queijos de cabra no Brasil. Um dos destaques é o Cacauzinho, maturado sobre uma cobertura de cacau e baunilha do Pará. Aos sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h, a fazenda promove um tour pela criação das cabras e almoço com pratos à base de queijo de cabra no Bistrô do Bosque.

Leiteria Santa Paula, São José do Rio Pardo
Produtora de leite há 30 anos, a queijeira Paula Florence Vergueiro é adepta de um sistema mais natural e sem aplicação de hormônios. O Fermier é o xodó da marca, pois foi um queijo que nasceu por acaso, quando era preciso fazer uso rápido de 400 litros de leite armazenados em um resfriador queimado. A solução foi preparar um sem-fim de bolinhas super cremosas e temperadas, que viraram um sucesso para o paladar. A propriedade atualmente oferece um brunch para degustação todos os dias da semana.

Queijo com Arte Fazenda Santa Luzia, Itapetininga
A Fazenda Santa Luzia é considerada pioneira na produção de queijo artesanal em São Paulo porque existe desde a década de 1950. Atualmente, a propriedade produz 20 tipos diferentes de queijo. Os destaques da casa são o Gregório, Fernão e Tropeirinho, premiados pelo concurso Mondial du Fromage em 2021. Também fica na propriedade o Bistrô Queijo com Arte, que funciona mediante reserva e somente aos sábados. O cardápio conta com tábuas de queijo para degustação e pratos feitos a partir dos queijos da casa.

Queijaria Pé do Morro, Cabreúva
Fundada em 2016, a Pé do Morro funciona em um sítio de 15 hectares em meio à Serra do Japi. Um dos destaques do local é o Sol do Japi, um queijo de massa semi-cozida inspirado nos queijos alpinos, mas adaptado ao clima brasileiro, que é maturado por três, seis ou nove meses. A degustação dos queijos funciona da seguinte forma: você monta uma cesta com os produtos que deseja experimentar e escolhe uma das mesas ou um cantinho do gramado para fazer um piquenique ao ar livre nos fins de semana. São oferecidas até toalhas e as esteiras para saborear confortavelmente os quitutes produzidos no local.

 


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