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"Não tivemos nenhum paciente intubado nas últimas semanas", afirma médico de Serrana, cidade que teve vacinação em massa

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03/05/2021 - 00:00:00.

Foto/Nelson Almeida/AFP

A cidade paulista de Serrana foi um grande experimento de vacinação em massa no Brasil e já apresenta resultados positivos.  A imunização em grande escala começou em 17 de fevereiro e foi concluída no dia 11 de abril, com a aplicação das duas doses da CoronaVac.

"Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), atendemos todos os casos de síndrome gripal com diagnóstico ou suspeita de covid-19. A única mudança é na procura: já podemos observar queda na quantidade de pessoas que procuram a UPA. Os casos graves também caíram consideravelmente. Não tivemos nenhum paciente intubado nas últimas semanas", afirmou ao Estado de Minas, o médico Angel Dario Ariza. 

A cidade foi escolhida pelo Instituto Butantan para a vacinação em massa. Ao todo, são 27.160 mil moradores imunizados - o equivalente a 95,7% da população-alvo na cidade, de 45.644 mil habitantes. Uma adesão muito grande por parte da população.

Chamado de Projeto S, uma referência ao vírus Sars-CoV-2 e à cidade, ele começou em meio a uma crise, após um surto em um asilo em 2020.  Depois disso foi feito um inquérito epidemiológico para avaliar a transmissão do coronavírus e mapeá-la. Concluiu-se que 8,75% da população tinha tido contato com o vírus e 5% estava com o vírus ativo, infectando outras pessoas. A taxa foi uma das mais altas entre as cidades que fizeram o mapeamento. 

Outras características também foram levadas em consideração na escolha da cidade, como o fato de ser cidade ser pequena, ter hospital estadual e funcionar como dormitório para aproximadamente 20 mil pessoas que trabalham em Ribeirão Preto. O grande fluxo intermunicipal foi visto como fator para medir a efetividade da vacinação.

Agora que a vacinação do público alvo foi concluída, os pesquisadores avaliam agora seu impacto na redução de casos graves, na mortalidade, nas internações e na transmissão do vírus em Serrana. Conforme Marcos de Carvalho Borges, investigador principal do estudo, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), resultados preliminares começarão a ser divulgados no meio deste mês pelo Instituto Butantan.

*Com informações Estado de Minas


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