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Ministério da Economia pretende privatizar nove estatais em 2021

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03/12/2020 - 08:10:32.

Na avaliação do governo, o recente apagão no Amapá reforça a necessidade de se privatizar a Eletrobras (Foto/Reprodução)

O Ministério da Economia projeta a venda de nove estatais no próximo ano. São elas: Correios, Eletrobras, Emgea, Ceasaminas, ABGF, CBTU, Nuclep, Trensurb e Codesa. A agenda de privatizações foi apresentada em reunião do Conselho do Programa de Parcerias e Investimentos, o PPI, nesta quarta-feira.

A venda de estatais tem como objetivo lançar ritmo de recuperação econômica, passado o pior momento da crise gerada pela Covid-19. Os dois maiores desafios da lista de privatizações são as maiores, Eletrobras e Correios. Consequentemente são também os mais interessantes ao governo e mais difíceis de escoar pelo Congresso Nacional. O principal entrave à estatal de energia é a bancada do Norte no Senado. O governo costura alternativas para convencer os senadores a dar andamento ao projeto de desestatização.

O recente apagão no Amapá só reforça a necessidade da privatização do setor, na avaliação do governo. “A empresa tem dificuldades de realizar investimentos, por ser controlada pela União. O objetivo é tornar essa gigante ainda maior, para que ela volte a participar dos leilões. Não abriremos mão desses objetivos. Esse projeto, aprovado, garante mais investimentos para a região Norte”, avalia Martha Seillier, secretária do PPI.

À revista Veja, Martha explica que o objetivo é que o governo deixe de ser o controlador da estatal. “Enquanto o governo controla a empresa em termos de ações, isso significa que ela está sujeita a regras públicas de contratação, de investimento, e isso diminui a própria capacidade de se fazê-los e de participar de novos leilões de geração e de transmissão”. Mas isso não significa que o governo se absterá completamente do serviço energético.

“O governo continuaria sendo sócio da Eletrobras, mas, com a capitalização, deixaria de ser o controlador, passando a ter posição minoritária”, diz. A expectativa do governo é atrair até R$ 60 bilhões em investimentos com a venda da empresa.

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