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Garoto de apenas 12 anos encontra esqueleto raro de dinossauro no Canadá

17/10/2020 - 00:00:00.


Imagem hadrossauro ilustrativa 

Algumas crianças gostam de cavar a terra e vez ou outra encontram alguns objetos; brinquedos antigos, ferramentas perdidas e coisas do tipo. Nathan Hrushkin, um garoto de apenas 12 anos de idade, fez uma façanha inesperada e encontrou algo muito mais antigo: um fóssil de dinossauro de 69 milhões anos. A descoberta aconteceu em julho, e nesta semana a escavação especializada foi finalizada e o fóssil retirado totalmente.

Na ocasião da descoberta, o menino passeava em um parque na província de Alberta, no Canadá, quando viu ossos próximos a uma pedra. Em entrevista à BBC, Nathan explicou que ficou chocado. "Sempre fui fascinado pelo fato de que os ossos deles, semelhantes aos nossos, se tornam algo como uma rocha sólida." O pai, Dion Hrushkin, conta que de fato os itens pareciam "ossos feitos de pedra". "Parecia o final de um fêmur, saindo diretamente do solo", narrou.

Por já se interessar pelo assunto, Nathan sabia que fósseis eram protegidos por lei, então quando ele e o pai voltaram para casa, procuraram o Museu Real Tyrrell, em Alberta, que se dedica ao estudo de itens pré-históricas. A instituição pediu que eles enviassem fotos e coordenadas de GPS do achado.

A equipe encontrou entre 30 e 50 ossos na parede de um cânion, todos pertencentes a um jovem hadrossauro, com idade estimada de três ou quatro anos. O conjunto encontrado é cientificamente significativo, diz o museu, porque tem cerca de 69 milhões de anos — e registros desse período são raros. O dinossauro, batizado albertossauro, foi descoberto ali pelo explorador canadense Joseph Tyrell no final do século 19.

"Este jovem hadrossauro é uma descoberta muito importante porque vem de um período sobre o qual sabemos muito pouco em relação aos dinossauros ou animais que viviam em Alberta. O achado de Nathan e Dion nos ajudará a preencher essa grande lacuna em nosso conhecimento da evolução dos dinossauros", disse o curador da paleoecologia do museu, François Therrien, em um comunicado.


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