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Uberaba, 23 de setembro de 2020 -

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Minas estimula a produção e a regularização da cachaça

06/08/2020 - 15:17:23. Última atualização: 06/08/2020 - 15:20:41.


Você sabia que Minas Gerais tem 375 produtores de cachaça registrados e que o Estado é o líder na produção a nível de Brasil? 

Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), referentes a 2019, existem no Brasil 894 estabelecimentos produtores de cachaça registrados. Salinas, Córrego Fundo e Januária são os municípios mineiros que possuem mais locais com registro. O estado também é líder no número de marcas do produto com 1.680 cachaças.  

A tradicional cachaça de Minas, cujo processo de produção em alambique é reconhecido como patrimônio cultural, gera emprego e renda para a população.A produção e a comercialização crescem a cada ano, assim como aumenta a atenção de produtores, comerciantes e empresários à legislação e às políticas públicas desenvolvidas para o segmento.

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), vinculado à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), realiza diversas ações de estímulo e conscientização da regulamentação. Adotar essas medidas evita penalizações e incentiva a qualidade e o aprimoramento da bebida.

O IMA é o primeiro órgão de defesa agropecuária estadual do país a trabalhar com inspeção e fiscalização da produção e da comercialização de cachaça, após credenciamento junto ao Mapa. Cabe ao instituto vistoriar as boas práticas de produção e o cumprimento dos padrões mínimos legais exigidos, e das condições higiênico-sanitárias em todo o processo de elaboração da bebida.

Diante do cenário de predominância da informalidade, o IMA intensificou as fiscalizações realizando 475 vistorias em todos os tipos de estabelecimentos relacionados à cachaça, da produção às vendas. Mais de 3,5 milhões de litros de aguardente foram monitorados e cerca de mil ações realizadas junto aos públicos interessados.

O gerente de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do IMA, Lucas Guimarães, destaca que a bebida pode prejudicar a saúde se for consumida fora do padrão. “É um trabalho de sensibilização quanto à regularização da bebida. Elaboramos materiais informativos sobre registro, boas práticas e rotulagem”, afirma o engenheiro agrônomo. “Atualmente estamos atuando em videoconferências”, completa. 

A fiscalização remota tem sido implantada em gerências técnicas, coordenadorias regionais e escritórios seccionais. “Todas as denúncias verificadas ocorreram com apoio da PMMG. Os fiscais administram a análise, a lavragem de auto de infração e a coleta de amostras”, enumera. As sanções administrativas passam por advertência, multa e inutilização do produto. 


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