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Greve atinge mais da metade de fiscais agropecuários em Uberaba e região

17/03/2020 - 00:00:00. - Por Carol Rodrigues Última atualização: 17/03/2020 - 09:20:49.

Foto/Ilustração/Fernando Dias/Seapdr

Cerca de 60% dos fiscais e fiscais assistentes agropecuários da Coordenadoria Regional de Uberaba (Crura) do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) aderiram à greve por tempo indeterminado desde a 0h desta segunda-feira (16).

O percentual corresponde a aproximadamente 50 trabalhadores da Regional, composta por 14 municípios além de Uberaba, de acordo com a vice-presidente do Sindicato dos Fiscais Agropecuários Estaduais e Fiscais Assistentes Agropecuários Estaduais de Minas Gerais (Sindafa/MG), Priscila Gonçalves Dias Presotti. A suspensão coletiva foi decidida após reunião da categoria realizada em 9 de março.

Conforme a vice-presidente, a classe pleiteia o cumprimento dos acordos firmados para término das greves de 2015 e de 2018. Uma das resoluções institui o novo plano de carreiras do IMA, com impacto financeiro mínimo de R$ 64 milhões, já aprovado pela Secretaria de Fazenda.

A categoria também pede a sanção do artigo 21 do Projeto de Lei nº 14151/2020, que reajusta em 28,82%, a partir de 1º de julho de 2020, os vencimentos básicos do Grupo de Atividades da Agricultura e Pecuária do Poder Executivo.

“Trabalhamos com saúde pública alimentar. Enquanto os fiscais estão parados, não estamos fiscalizando granjas, frigoríficos, propriedades de laticínios e fazendas que produzem vegetais”, exemplifica Presotti o impacto da paralisação.

Segundo ela, o Governo ainda não se manifestou. “Estamos esperando o contato para iniciar as tratativas de negociação.”

À reportagem, o IMA restringe a confirmar a paralisação, sem, no entanto, informar sobre possível negociação com a categoria. “O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) informa que, neste primeiro dia de greve (16/3/2020), ainda não tem o balanço de adesão de trabalhadores. Esclarece também que as atividades prioritárias de defesa agropecuária estão sendo executadas pelos servidores que não aderiram ao movimento”, diz a nota. 

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