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Após cortes na Capes, pesquisadores planejam greve e marcha contra "colapso da ciência"

Mesmo com recuo parcial do MEC, cientistas exigem ‘revogação de medidas de austeridade sobre a educação’

19/09/2019 - 00:00:00.

Classe científica planeja greve e uma marcha em reação ao que vê como “colapso da ciência brasileira”. O movimento é uma resposta ao congelamento de 8.378 bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em 2019 pelo governo federal.

A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) espera reunir estudantes de pós-graduação acadêmica (mestrado, doutorado e pós-doutorado) e entidades no dia 2 de outubro em uma greve geral. No mesmo dia, cientistas e professores farão uma caminhada a Brasília. A ideia da Marcha da Ciência pela Ciência, diz a organização, é unir caravanas de vários Estados.

A lista de exigências do movimento é extensa, e inclui a revogação imediata de todas as medidas de austeridade que atingem educação, ciência e tecnologia e o descontingenciamento de verbas das universidades federais e de instituições de ensino e pesquisa.

As críticas da categoria continuam mesmo após o recuo parcial do governo federal, que descongelou 3.182 das 11.560 bolsas da Capes na semana passada que haviam sido suspensas. Quem também sente a ameaça é o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ainda sem orçamento garantido para 2020, e tem papel importante no custeio da pós-graduação, e agências estaduais.

A justificativa do governo para os cortes na Capes é economizar cerca de R$ 15 milhões em 2019 e até R$ 544 milhões nos próximos quatro anos. E o Ministério da Educação almeja rever critérios de avaliação de pesquisas.

*Com informações do Valor Investe 

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