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Comerciante procura mulher por mais de um ano para devolver carteira perdida com cerca de mil reais

A proprietária da carteira é de Ponte Nova e se surpreendeu com a ação

17/09/2019 - 00:00:00.

Uma pedagoga de 67 anos perdeu a carteira em julho do ano passado e recuperou o objeto na última semana. Havia cerca R$ 1,1 mil na carteira, que foi perdida durante uma viagem feita de ônibus de Brasília à Ponte Nova.

Quem devolveu o objeto foi um comerciante, de 69 anos, dono de um restaurante situado nas proximidades de Ouro Preto, em que a idosa parou para fazer um lanche. O homem procurou por mais de um ano, já que na carteira, não havia documentos de identificação ou contatos da senhora. Apenas um cartão promocional de uma loja, com o nome dela.

O senhor explicou que ela deixou a carteira em seu caixa na hora de pagar a conta. Ao ver o objeto esquecido, sua primeira reação foi procurar pela dona dentro do estabelecimento, mas ela já havia saído. Ele então guardou a pequena bolsa, esperando que alguém a reivindicasse. A proprietária, porém, não apareceu pelos próximos meses.

Foi então que o senhor teve a ideia de perguntar para um de seus fornecedores, que é de Ponte Nova, se ele conhecia a mulher que o nome estava no cartão. “O fornecedor não a conhecia, mas perguntou para a esposa dele e, depois, à sogra. Por sorte, a sogra dele era colega de hidroginástica dela. Uma vez que a localizamos, pedi que ele levasse a carteira de volta à dona", diz comerciante. "Não considero que fiz nada demais. Fiz minha obrigação. Ela ficou muito feliz com a devolução e, eu, muito satisfeito com isso. R$ 1 ou R$ 10 mil, eu teria devolvido da mesma maneira”, completou.

A sortuda explicou que percebeu a perda mais tarde. “Só me dei conta de que havia perdido o dinheiro um dia depois de chegar em casa, quando ia pegar o dinheiro para entregar à minha filha. Ela tem uma lojinha e a quantia era referente à venda que fiz para ela de umas toalhas. Nem fiquei procurando muito, pois achei muito difícil que alguém fosse me devolver. Esse homem simplesmente é de um tipo que não existe mais”, elogiou a senhora.

*Com informações Estado de Minas 

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