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Uberaba, 04 de março de 2021 -

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Bactérias podem ser usadas no combate ao Aedes aegypti

Pesquisadores da Unesp em Botucatu (SP), identificaram seis espécies de bactérias com potencial para serem usadas como biolarvicidas

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Última atualização: 15/04/2018 - 09:19:30.

Foto: Divulgação


Pesquisa da Fapesp mostra que as espécies bacterianas podem matar até 90% das larvas

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu (SP), identificaram seis espécies de bactérias com potencial para serem usadas como biolarvicidas [agente natural que destrói larvas] no combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, zika, febre amarela e chikungunya.

Dados preliminares da pesquisa, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), mostraram que as espécies bacterianas podem matar até 90% das larvas. “Isolamos cerca de 30 diferentes bactérias encontradas no intestino de mosquitos coletados em Botucatu e as colocamos, uma a uma, em contato com as larvas desses insetos. Observamos em seis espécies bacterianas a capacidade de matar entre 60% e 90% das larvas, dependendo do isolado, em até 48 horas”, explicou o coordenador do Laboratório de Genômica Funcional & Microbiologia de Vetores (Vectomics) do Instituto de Biotecnologia (Ibtec), Jayme Souza-Neto, a Agência Brasil.

Segundo o pesquisador, serão necessários novos estudos para caracterizar melhor o potencial larvicida dos micro-organismos; avaliar as concentrações necessárias para que a ação ocorra; o período mínimo de exposição e o tempo que as bactérias permanecem ativas, entre outros fatores.
“O estudo ainda está em fase inicial. No futuro, também pretendemos isolar alguns produtos liberados por essas bactérias no meio para entender como ocorre a ação larvicida”, disse Jayme Souza-Neto, também professor da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp.

Segundo Souza-Neto, o mesmo tipo de ensaio será feito com o vírus Zika, em breve. “Se conseguirmos identificar uma bactéria capaz de neutralizar esses patógenos, ela será uma potencial fonte para novos fármacos”, disse.
 

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