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Ginecologista esclarece uso da pílula anticoncepcional

Apesar de ser indicada com frequência por especialistas, mulheres ainda têm dúvidas sobre o uso do método

Última atualização: 14/01/2018 - 19:28:23.

 Foto Reprodução


Apesar de ser indicada com frequência por especialistas, mulheres ainda têm dúvidas sobre o uso do método

Mesmo sendo popular e frequentemente indicada pelos ginecologistas como o método contraceptivo mais eficaz e prático, muito se diz sobre os riscos que as mulheres correm ao fazer uso da pílula anticoncepcional. A ginecologista Paula Árabe Lenza esclarece que não há idade certa para começar a tomar a pílula e que o momento certo deve ser definido mediante consulta com ginecologista. “Em geral, é recomendado começar quando existir risco de acontecer uma gestação não planejada”, afirma.

Existem casos em que o uso não deve ser indicado, como, por exemplo, para mulheres obesas ou com diagnóstico de câncer de mama, doenças cardíacas ou de hipertensão. Diante de alguns mitos e verdades sobre o uso do contraceptivo, a especialista explica que não existem evidências científicas de que o contraceptivo engorde.

Contudo, ele aumenta os seios, devido à retenção de líquidos pelo organismo, e é um dos desencadeadores da celulite, por conter hormônios estrogênio e progesterona, promovendo alteração no metabolismo, que estimula ou agrava o quadro.

Além de diminuir os sintomas da TPM, como as dores, o inchaço e a alteração do humor, causados por variações hormonais, outro ponto positivo da pílula é a melhora no aspecto da pele. “O estrogênio aumenta a produção de uma proteína no fígado, chamada SHBG, responsável por diminuir a biodisponibilidade dos hormônios com efeitos androgênicos, reduzindo a oleosidade e acne”, salienta Paula.

A ginecologista destaca que o uso contínuo da pílula não causa infertilidade. “O anticoncepcional bloqueia o ciclo menstrual. Desta forma, não prejudica e nem prolonga a fertilidade da mulher”, garante.

Contraceptivo de urgência. De acordo com Paula Lenza, a pílula do dia seguinte deve ser tomada, no máximo, até 72 horas após a relação sexual desprotegida. A eficácia varia de 75% a 85%. “Os efeitos adversos mais comuns são náuseas, vômitos, cefaleia, irregularidade no próximo ciclo menstrual, além de aumentar o risco de trombose”, completa. 

 

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