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Queda no preço de alimentos puxa inflação para baixo em outubro

Em contrapartida, o aumento no valor dos transportes evitou que a queda fosse ainda maior

- Por David Tschaikowsky Última atualização: 25/10/2016 - 10:38:16.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou prévia da inflação oficial da primeira quinzena do mês de outubro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) apresentou queda em todos país. Em setembro, a taxa registrou (0,23%), caindo para 0,19% em outubro, a mais baixa para o mês desde 2009.

O IPCA-15 acumula 6,11% no ano, ficando bem abaixo dos 8,49% registrados no mesmo período em 2015. A queda foi provocada pela redução no preço dos alimentos de 0,25% entre setembro e outubro. Os produtos que foram protagonistas na deflação (queda nos preços) foram o leite longa vida (- 8,49%), a batata-inglesa (-13,03%), hortaliças (-6,18%) e feijão-carioca (-6,17%). Já os artigos de residência também tiveram deflação (-0,31%). O mesmo aconteceu com as despesas pessoais (-0,12%). O que evitou que houvesse uma redução maior da inflação foi o transporte, que apresentou alta de 0,67% em outubro.

Para o economista Marco Antônio Nogueira, este resultado prevê que a inflação no mês de outubro seja menor que a dos meses de agosto e setembro. “Com isso, o governo pode reduzir as taxas de juros básicas, a Selic, os agentes, empresas e bancos começam a acreditar que a inflação do ano que vem ficará em 4,5%. Com isso, podem retomar investimentos, reduzir os custos dos empréstimos e causar nos empresários uma expectativa positiva de que haverá crescimento e, assim, investir na produção, vendas e setor de serviço” esclarece o economista.

Ainda para Marco Antônio, a transição do governo contribuiu para a retomada do crescimento do país. “O que ajudou também foi a aprovação em 1º Turno da PEC 241, que limita o teto dos gastos do governo. Assim, transparece que a dívida pública terá um controle maior. Com essa medida, a taxa de juros será menor para se financiar, sendo assim, o mercado vai ter taxas de juros mais atrativas, podendo investir na bolsa de valores, novos investimentos em máquinas e equipamentos por exemplo”, ressalta o economista

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