Por mais de três décadas trabalhando para o Desenvolvimento das Organizações, nos deparamos com atitudes positivas, negativas, omissas, avançadas, etc. por parte de seus dirigentes.
Usando essa experiência vivenciada vamos repassar, aos amigos leitores, algumas situações que possam servir de exemplos no cotidiano empresarial de cada um.
Principalmente, como conduzir a gestão das empresas que podem cair nas mãos de herdeiros, com vocação ou não, para os negócios que, atém então, eram conduzidos pelos pais empreendedores. Estes, no tempo de gestores, principalmente, no período (de 1965 a 1976), denominado “Milagre Econômico”, mesmo preterindo as técnicas de gerenciamento, tudo que faziam dava certo. Por isto inclusive, julgavam-se altamente capacitados ao ponto de fazer com que seu “modus operandi” se assemelhasse à fábula de “Chantecler”, pensando que era seu canto que fazia “nascer o sol”. Coitados! Na realidade, eram desprovidos de quaisquer eficiência e eficácia diretivas. Diante disso, achavam que participar mais ativamente de ações pró-desenvolvimento, como procurar tomar conhecimento de técnicas modernas de gestão (já existentes, na época e, que foram importadas, mais tarde, de países mais desenvolvidos), não eram afeitos à participação de Palestras, Seminários, Cursos, Treinamentos e o que é mais crucial, não se interessavam (ou temiam) pelo “novo”. Tudo isso é “perda de tempo” diziam a maioria deles.
Mas, do primeiro choque do petróleo (1976) até meados de 1994, com o câncer da inflação, quando vivenciamos um estágio econômico totalmente distorcido, com inflação galopante e Incompetência Diretiva/Gerencial em alta, fazendo prevalecer uma melhor remuneração do capital em detrimento da que era paga à Produção ou ao Trabalho. Com o choque do Plano Real que, na realidade começou a ser “Percebido” só a partir da virada do século (2001) as Organizações, que viviam “mamando” nas benesses do “overnight” (nem me lembro se é este nome mesmo. Coisa ruim deve ser esquecida) começaram a “perder o rumo”, igual barata que come, ou aspira, veneno de uma caixinha preta. As poucas que sobreviveram, ficavam à deriva, com poucas possibilidades de recuperação. Salvando-se, apenas, aquelas que se prepararam para enfrentar os “Novos Tempos”.
Agora, uma década mais tarde, dizimada a maioria, com a chegada da Informática, Internet, Globalização e, muito mais, nos permitindo chegar à ERA DO CONHECIMENTO, as exigências são maiores. Mesmo assim, alguns que ainda sobrevivem, insistem em continuar desafiando a modernização, praticando paradigmas do passado. Quer um exemplo? Pois não. Eis um dos piores: até hoje, encontramos pais que ainda têm a ousadia de interferir, apesar da evolução dos negócios, com os mesmos vícios e ainda dando péssimos exemplos de gestores à nova geração (filhos) que está prestes a assumir. Como assim? Tolhendo os filhos de CONHECER O NOVO, O MODERNO. Aí, já chega! Precisam dar um basta nessas atitudes. Caso contrário, estamos próximos do fim. Não do Desenvolvimento Econômico, que está em ascensão, mas de suas próprias Organizações que estão sem futuro, caso essa HERANÇA MALDITA persista...
(*) Economista e Especialista em Competitividade Empresarial