Maioria dos pré-candidatos à direita exaltou ação do governo Donald Trump; Lula acusou Flávio de querer ‘intervenção’ no Brasil
Da esquerda para direita: Renan Santos (Missão), Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) (Foto/Reprodução)
A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar como organizações terroristas as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) repercutiu entre os principais pré-candidatos à Presidência da República.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) partiu para a ofensiva contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como seu principal adversário na corrida ao Palácio do Planalto. A decisão do governo Donald Trump veio um dia após a visita de Flávio à Casa Branca, na última quarta-feira (27/5).
"Não tem vergonha na cara de trair a nossa Pátria e ir aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil. Joaquim Silvério dos Reis ficaria envergonhado se soubesse que tem um candidato à Presidência que vai nos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil", disse Lula, em evento em Sergipe.
"Quer combater o crime organizado? Entregue os nossos que estão lá nos Estados Unidos. Nós não aceitamos ser tratados como moleques, como se fosse uma republiqueta", complementou.
Pelas redes sociais, Flávio Bolsonaro comemorou a decisão com “grande dia” e agradeceu a Trump e ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, com quem ele também se encontrou em Washington.
“O povo brasileiro de bem agradece a atenção e o compromisso do Marco Rubio e do Donald Trump. Essa luta é de todos nós. Vamos dar um basta nesses grupos! O Brasil merece ter paz! O Brasil tem futuro!”, publicou.
“Muito obrigado, Sr. secretário de Estado! O combate os narco-terroristas precisa ser feito com a união entre os países afetados pela atuação criminosa deles! O povo brasileiro agradece!”, disse, em outro post.
Já o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), negou que o governo Trump queira intervir no Brasil e fez elogios à postura de Flávio, que segundo ele, fez “aquilo que o Lula já deveria ter feito há muito tempo”.
"Quem ameaça a nossa soberania é exatamente o PCC e o Comando Vermelho. Eles dominam territórios dentro do Brasil. Lá, quem manda são eles, não o governo. Nossa soberania não está ameaçada, ela está roubada. E o Lula nunca fez nada a respeito. Pelo contrário, só passa pano para bandido", disse, em vídeo.
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), criticou Lula por classificar membros de facções criminosas “como vítimas dos usuários de drogas” e também exaltou a iniciativa do governo americano.
“Vejam bem a diferença e o absurdo que está acontecendo em nosso país. A única frustração minha é que não cheguei à Presidência da República para que eu tomasse essa iniciativa que pudesse mostrar para o mundo que no comando de Caiado realmente não teria espaço para corruptos e muito menos para faccionados no território brasileiro. Infelizmente, aí você desmoralizando o País e a população brasileira”, declarou.
Renan Santos (Missão) destoou entre os pré-candidatos do campo da direita. Apesar de não ter comentado diretamente a classificação das facções como terroristas, não indicou apoio à medida. “Americano nenhum vai matar nossos bandidos. Quem vai matar seremos nós. Honra e glória aos nossos policiais”, publicou.
Fonte: O Tempo.