Primeiro-ministro britânico afirmou que deixará o cargo após pressão interna no Partido Trabalhista; sucessor deve ser definido antes da retomada dos trabalhos do Parlamento, em setembro

(Foto/Getty Images)
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou nesta segunda-feira (22) que vai deixar o cargo, encerrando um período de menos de dois anos à frente do governo britânico. A decisão ocorre em meio ao aumento da pressão de parlamentares e integrantes do Partido Trabalhista, que passaram a defender uma mudança na liderança após recentes desgastes políticos.
Em pronunciamento, Starmer afirmou ter ouvido a avaliação de seu grupo parlamentar sobre sua permanência no comando do partido e decidiu aceitar o posicionamento dos colegas. Ele também agradeceu o apoio recebido durante o período em que esteve no governo e prestou homenagens à família.
Segundo o líder britânico, o processo para escolha de um novo dirigente será iniciado em julho. A expectativa é de que a sucessão seja concluída antes da retomada das atividades parlamentares, prevista para setembro.
Nos bastidores, o nome mais cotado para assumir a liderança trabalhista é o de Andy Burnham, que ganhou força após um resultado expressivo nas eleições parlamentares realizadas na última semana. A vitória ampliou a pressão sobre Starmer, que já vinha enfrentando questionamentos dentro do próprio partido.
A saída de Starmer marca mais uma mudança no comando político britânico em um período de forte instabilidade. Desde o referendo que aprovou a saída do Reino Unido da União Europeia, em 2016, o país já teve diversos primeiros-ministros, refletindo as dificuldades enfrentadas pelos governos para lidar com desafios econômicos, imigração e demandas sociais.
Analistas políticos avaliam que a transição ocorre em um momento delicado para o Reino Unido, que busca recuperar a confiança da população e enfrentar questões internas e externas que têm impactado a popularidade do governo.
Com a renúncia anunciada, o país inicia agora uma nova disputa pela liderança política, enquanto o Partido Trabalhista tenta reorganizar sua estratégia para os próximos anos.