Neurologista destaca sinais da doença e cuidados para evitar quedas
As quedas estão entre as principais complicações enfrentadas por pessoas com doença de Parkinson, principalmente na terceira idade. O alerta foi feito pelo neurologista Lineu Miziara, em entrevista ao programa Pingo do J, da Rádio JM, ao explicar os riscos da doença e os cuidados que podem ajudar a evitar acidentes.
Segundo o especialista, o Parkinson provoca alterações progressivas nos movimentos e no equilíbrio, o que pode comprometer a segurança do paciente ao caminhar. “Com o passar dos anos, vão acontecendo as alterações de marcha, do andar, e os passos vão ficando mais curtos. É a chamada marcha de passos curtos, com desequilíbrio, com instabilidade postural, e as quedas ocorrem frequentemente”, explica Miziara.
O neurologista destacou que uma queda pode trazer consequências graves, principalmente para idosos. “Uma fratura de fêmur no idoso pode ser bastante grave. Pode ser, inclusive, fatal”, alerta.
Para reduzir os riscos dentro de casa, o especialista orienta mudanças simples no ambiente. Entre elas estão retirar tapetes e carpetes, evitar pisos escorregadios, manter os cômodos bem iluminados e instalar barras de apoio em locais como banheiros e corredores. “A casa deve estar bem iluminada. Cuidado é importante na hora de se levantar à noite, por exemplo, para urinar. Não se levantar muito rápido. Existem técnicas que o fisioterapeuta pode ensinar para o paciente se levantar com mais equilíbrio”, afirma.
O Parkinson é uma doença degenerativa e progressiva, mais comum em idosos, mas também pode atingir pessoas mais jovens. Os primeiros sinais costumam aparecer com tremores, geralmente em apenas um lado do corpo, além de lentidão dos movimentos e rigidez. “O sintoma que primeiramente as pessoas notam, na maioria dos casos, é o tremor. Esse tremor começa de um lado só do corpo, geralmente na mão, mas pode acometer perna, boca ou cabeça”, alerta o neurologista.
Apesar de ainda não existir cura, Lineu Miziara afirma que os tratamentos disponíveis ajudam a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. O acompanhamento médico, a atividade física e a adaptação da rotina são medidas importantes para preservar a autonomia dos pacientes. “O primeiro cuidado é paciência. Não é fácil lidar com um idoso que tem dificuldade para andar, para se alimentar, que tem quedas frequentes. O cuidador precisa cuidar daquela pessoa, mas também cuidar de si mesmo”, orienta.