Uma pesquisa inédita sobre felicidade no Brasil revelou que jovens entre 16 e 24 anos apresentam os menores índices de satisfação com a vida entre todas as faixas etárias analisadas.
O levantamento, chamado “Mapa da Felicidade Real do Brasil 2026”, foi realizado pela pesquisadora Renata Rivetti em parceria com o Instituto Ideia e ouviu 1.500 brasileiros de todas as regiões do país.
Segundo os dados, apenas 33% dos jovens afirmam estar muito satisfeitos com a própria vida, enquanto a média entre pessoas acima de 25 anos chega a 47,9%.
O estudo também aponta que 32,5% dos jovens dizem estar satisfeitos com a vida que levam, contra 50,5% entre as demais faixas etárias. Além disso, 81% se consideram felizes, índice abaixo dos 90,8% registrados entre adultos mais velhos.
Outro ponto destacado pela pesquisa é a relação dos jovens com o trabalho. Quase metade dos entrevistados dessa faixa etária (46,7%) afirma que a atividade profissional os deixa mais infelizes, percentual mais que o dobro do registrado entre pessoas acima de 25 anos.
As redes sociais também aparecem como um fator de impacto no bem-estar. Mais de 77% dos jovens disseram já ter comparado a própria vida com a de outras pessoas nas plataformas digitais, e 71,1% afirmaram já ter ficado tristes após consumir esse tipo de conteúdo.
Para a pesquisadora Renata Rivetti, os resultados mostram um cenário que vai além de uma questão individual e refletem desafios sociais, profissionais e emocionais enfrentados pela juventude.
A pesquisa aponta ainda que 27% dos jovens relatam sentir preocupação com frequência, enquanto 79% afirmam ter pessoas com quem podem contar — número inferior ao observado entre adultos mais velhos.