BOLA INTELIGENTE

Sensor instalado na bola oficial da Copa registra movimentos e ajuda árbitros em lances decisivos

Publicado em 05/06/2026 às 07:33
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Trionda terá sensor interno para acompanhar cada movimento nos jogos da Copa (Foto/Divulgação)

A bola oficial da Copa do Mundo de 2026 terá um recurso tecnológico que vai muito além do visual apresentado aos torcedores. A Trionda, criada pela Adidas para a competição, contará com um sensor interno capaz de coletar informações durante as partidas e enviar os dados em tempo real para auxiliar a arbitragem.

O equipamento instalado dentro da bola registra movimentos 500 vezes por segundo, permitindo uma análise detalhada sobre cada contato feito pelos jogadores durante os jogos. As informações chegam até a equipe responsável pelo VAR e ajudam na avaliação de lances importantes.

A tecnologia utilizada pela Fifa tem como objetivo oferecer mais precisão principalmente nas verificações de impedimento, além de contribuir na análise de possíveis toques de mão, desvios na bola e disputas em diferentes setores do campo.

O funcionamento acontece por meio de um sensor chamado Unidade de Medição Inercial (IMU), que acompanha dados como aceleração, velocidade, direção e movimentação da bola em três dimensões.

Essas informações são enviadas diretamente para a sala do árbitro assistente de vídeo e combinadas com os dados captados pelas câmeras de rastreamento espalhadas pelo estádio.

Um dos principais desafios que motivaram o uso dessa tecnologia foi identificar com maior precisão o instante exato em que um jogador realiza um passe em situações de impedimento.

Antes, a análise dependia apenas das imagens das câmeras, que poderiam apresentar limitações na definição do momento correto do toque na bola.

Com o novo sistema, a identificação acontece de forma mais rápida, auxiliando o funcionamento do impedimento semiautomático e oferecendo dados complementares para a equipe de arbitragem.

A estrutura usada pela Fifa também conta com 16 câmeras de rastreamento que monitoram jogadores e bola durante toda a partida.

Esses equipamentos conseguem coletar até 29 pontos de dados de cada atleta, 50 vezes por segundo, com informações processadas por sistemas de inteligência artificial.

Mesmo com o auxílio da tecnologia, a decisão final sobre qualquer lance segue sendo responsabilidade do árbitro dentro de campo.

De acordo com o texto, antes de chegar às principais competições, o sistema passou por testes entre 2020 e 2022 para confirmar a precisão dos sensores e sua integração com a arbitragem.

A Fifa também realiza verificações antes dos torneios para garantir o funcionamento correto dos equipamentos utilizados nas partidas.

Segundo a entidade, o sensor é leve, possui recarga por indução e não altera o peso, o equilíbrio ou o comportamento da bola durante o jogo.

Caso aconteça alguma falha técnica, os árbitros ainda poderão utilizar os recursos tradicionais do VAR e as imagens das câmeras de rastreamento.

Além de ajudar nas decisões da arbitragem, os dados produzidos pela bola conectada também podem ser usados em transmissões e animações em três dimensões para mostrar detalhes dos lances aos torcedores.

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