Pela primeira vez nesta preparação para a Copa das Confederações, Neymar concedeu entrevista coletiva, em Brasília. Ontem, o jogador se mostrou feliz com o carinho dos companheiros de seleção brasileira, a quem chama de “amigos de infância”, comentou a escolha da camisa 10 e da diferença de atuar pelo seu antigo clube, o Santos, e pela seleção brasileira.
Na opinião do jogador, as situações são diferentes. A começar pelo tempo de preparação e pelo costume de atuar ao lado dos companheiros. “Todo jogador tem a sua função. Nós temos um treinador. O treinador pede que a gente faça algumas coisas dentro de campo, de marcar, de movimentações. Claro que não tem como ser o que eu era no Santos aqui na seleção brasileira. Até porque hoje eu sou do Barcelona. Tenho que jogar meu futebol normal, como sempre joguei. Nunca mudei meu jeito de jogar e nunca vou mudar, independentemente de onde eu esteja. Nunca mudei o meu jeito de atuar e nunca vou mudar. Não importa onde eu esteja. Se cheguei à Seleção, o que eu fiz pelo Santos estava certo. Mas são lugares diferentes, são jogadores diferentes e o entrosamento é diferente. No Santos, eu já conhecia todo mundo. Qualquer movimento que eu fazia, eu recebia a bola. Aqui, nós queremos achar um time, a forma de jogar. A partir daí, a qualidade de cada um vai aparecer naturalmente”, explicou categoricamente o jogador do Barça.
Dono da camisa 10 para a disputa da Copa das Confederações, Neymar explicou o motivo de ter pedido para usá-la no torneio. “A 10 sempre foi muito bem representada no Brasil. Mas independentemente do número, é a camisa da seleção brasileira. Os 10 que acompanhei foram Rivaldo, Ronaldinho, Kaká e Robinho, que também já usou essa camisa. É um número simbólico, assim como o 11 do Romário, o 9 do Ronaldo”, completou Neymar.