COPA DO MUNDO 2026

Globo, CazéTV e SBT mostram caminhos diferentes na cobertura da Copa em meio ao avanço digital

Publicado em 18/06/2026 às 09:03
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A Cazé TV é o modelo que tem mais agradado aos brasileiros durante a copa (Foto/Cazé TV)

Em uma matéria divulgada hoje pelo jornalista *Marcos Antomil, no jornal O Estado De São Paulo, a Copa do Mundo de 2026 trouxe uma nova discussão sobre a maneira como o público acompanha as transmissões esportivas e os diferentes estilos apresentados pelas emissoras e plataformas digitais.

Com opções como Globo/SporTV, CazéTV e SBT/N Sports, os torcedores passaram a escolher entre formatos tradicionais e propostas com linguagem mais informal.

O crescimento das plataformas digitais e a presença dos algoritmos ganharam importância nesse cenário, influenciando a forma como os conteúdos chegam até o público.

Para Marcos Antomil, as transmissões esportivas pelo YouTube são exemplos dessa transformação, que começou com rádios e webrádios e avançou para novos canais de comunicação.

Nesse ambiente, formatos como CazéTV e GE TV ganharam espaço ao adaptar a cobertura esportiva para uma linguagem diferente daquela usada nas transmissões tradicionais.

O modelo digital aposta em maior proximidade com o público, utilizando um estilo mais simples e voltado para características das novas plataformas.

Apesar da mudança de formato, o uso de bom humor e espontaneidade em transmissões esportivas não é algo recente.

Nomes como Silvio Luiz já utilizavam elementos de descontração, enquanto Paulo Soares, conhecido como Amigão, e Antero Greco também marcaram época na ESPN.

Durante a Copa, o crescimento dessas alternativas aumenta o contato do público com diferentes maneiras de acompanhar as partidas.

Enquanto alguns canais buscam reforçar a informalidade, outros mantêm uma estrutura mais próxima das transmissões convencionais.

O SBT tem seguido um formato próprio na cobertura antes e depois dos jogos, mantendo uma linha diferente durante as partidas. Galvão Bueno recebeu destaque pela atuação na transmissão do confronto entre Brasil e Marrocos pelo canal.

A disputa entre os modelos também envolve a presença dos comunicadores, que passaram a ganhar mais visibilidade dentro dos conteúdos esportivos.

Um dos exemplos citados foi o caso do goleiro Vozinha, em que a repercussão nas redes sociais e ações envolvendo a CazéTV ganharam destaque após o empate entre Espanha e Cabo Verde.

A transformação das transmissões segue em desenvolvimento, com emissoras, canais digitais e plataformas buscando espaço durante grandes eventos esportivos.

Além da preferência do público, a distribuição feita pelos algoritmos também passou a ter papel importante na definição do alcance dos conteúdos.

*Marcos Antomil é jornalista e editor de esportes do jornal “O Estado de São Paulo”.

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