Omar Abdulkadir Artan seria o primeiro somali a atuar na arbitragem de um Mundial; governo norte-americano alegou suspeitas de ligação com organizações terroristas para negar a entrada no país.
(Foto/Divulgação)
O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan ficará fora da Copa do Mundo de 2026 após ser impedido de entrar nos Estados Unidos, um dos países-sede do torneio. A informação foi confirmada pela Fifa, que informou que o profissional não participará da preparação nem atuará durante a competição.
Eleito o melhor árbitro africano de 2025, Artan estava prestes a fazer história como o primeiro somali a integrar a equipe de arbitragem de uma Copa do Mundo. No entanto, a entrada dele em território norte-americano foi negada no último fim de semana.
Segundo o governo dos Estados Unidos, a decisão ocorreu devido a supostas ligações do árbitro com "membros suspeitos de organizações terroristas". Artan não comentou diretamente as acusações, mas classificou o episódio como uma questão de destino.
"O que aconteceu, aconteceu, e foi destino. Sou grato pelo apoio que a FIFA me deu", afirmou o árbitro ao retornar para Mogadíscio, capital da Somália.
Em declaração à imprensa local, Artan também fez um apelo aos jovens somalis para que não desistam de seus sonhos. "A Somália é nossa, seja nos momentos bons ou ruins. Quero dizer aos nossos jovens para não perderem a esperança em nosso país", disse.
As rígidas políticas migratórias adotadas pelos Estados Unidos já vinham gerando preocupação antes do início do Mundial. Atualmente, cidadãos de 12 países, incluindo a Somália, enfrentam restrições para entrar no país.
A Copa do Mundo de 2026 será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá e terá início nesta quinta-feira (11), marcando a primeira edição do torneio com 48 seleções participantes.