A notícia envolvendo o encerramento das atividades do Triângulo Mineiro continua rendendo bons frutos polêmicos
A notícia envolvendo o encerramento das atividades do Triângulo Mineiro Futebol Clube continua rendendo bons frutos polêmicos no cenário esportivo de Uberaba. De acordo com o vice-presidente do clube, Carlos Calmon, sua equipe não conta com o apoio do poder público e dos empresários de Uberaba, afirmando inclusive, que o Triângulo pode encerrar as suas atividades em 2014. Após o ex-jogador afirmar que o centro de treinamento do Lobo Guará, localizado no Jardim Primavera, está à venda, o coordenador do Proeti - Programa de Educação em Tempo Integral -, Luiz Alberto Medina, entrou em contato com a reportagem do Jornal da Manhã e rebateu as críticas de Carlos Calmon. “Estávamos tentando acertar o uso do CT do Triângulo para o Proeti e isso já é sabido por todos os envolvidos. Inclusive o interesse era muito maior por parte do clube do Calmon, pois a Prefeitura ainda tem à sua disposição os campos comunitários da cidade, mas mesmo assim juntamos esforços para conseguir essa locação”, disse Medina. O coordenador fez questão de explicar todos os passos dados pelo programa e também pela Prefeitura. “Pedimos para que a Secretaria de Educação promovesse uma avaliação criteriosa no local. É válido lembrar que todo espaço físico e propostas de locação devem sofrer este tipo de avaliação e, somente após essa análise, fizemos uma proposta financeira ao dirigente. O mesmo entendeu que o valor foi pequeno e não chegamos a um acordo. Faço questão de ratificar que isso não depende da nossa boa vontade ou do nosso entendimento, mas sim de uma avaliação feita nos moldes do programa”, explicou Luiz Alberto. Medina ainda afirmou que a parceria pode acontecer, mas que para ele a decisão é única e exclusivamente do dirigente do Lobo Guará. “Claro que ainda existe a possibilidade de promovermos essa parceria, mas esta é uma decisão do Calmon. Vi que o dirigente ‘chutou o balde’ mas entendo que ele precisava repensar as suas decisões”, enfatizou. O coordenador finalizou dizendo que não existem problemas pessoais entre o clube e a Prefeitura, muito menos com os programas ou secretarias que envolvem o esporte local. “Li e ouvi todas as críticas do dirigente, mas ele precisa entender que seguimos regras e padrões. Não pode ser feito tudo como ele quer ou acha correto. Não existem problemas pessoais e afirmo, categoricamente, que não tem ninguém travando nenhuma situação do Triângulo, muito pelo contrário, estamos tentando colaborar sempre, mas não imaginávamos que encontraríamos essas dificuldades no processo”, finalizou Medina. A reportagem tentou contato com o dirigente Carlos Calmon, mas as ligações não foram completadas. Na página oficial do Triângulo no Facebook, permanece o desabafo em texto intitulado “Uberaba: uma cidade madrasta”.