ESPORTE

Brasil encara Escócia sem ter conseguido empolgar o torcedor

Publicado em 22/06/2026 às 14:43Atualizado em 24/06/2026 às 14:35
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 (Foto/Rafael Ribeiro/CBF)

(Foto/Rafael Ribeiro/CBF)

O Brasil vai para o último embate da fase de grupos cercado por pressão e desconfiança. Apesar da vitória relativamente fácil no último jogo, contra o Haiti, a “amarelinha” ainda não empolgou o torcedor. Afinal, este era o adversário mais fraco do grupo, e a Seleção fez um segundo tempo bastante tímido, fechando o placar em 3 a 0, resultado que fora construído na etapa inicial. Além disso, o empate na estreia contra o Marrocos também deixou mais dúvidas do que certezas, de modo que o duelo contra a Escócia será de grande importância para a sequência da competição para Ancelotti e seus comandados.

Embora o empate na estreia tenha decepcionado muitos torcedores, é preciso entender o novo momento do futebol. A verdade é que, atualmente, seleções consagradas como a Itália e o próprio Brasil perderam sua majestade, enquanto muitas outras começaram a assumir um certo protagonismo no esporte bretão. O próprio Marrocos deixou de ser visto como simples azarão desde a Copa de 2022, quando fez história ao chegar às semifinais. A equipe africana eliminou adversários fortes, competiu em alto nível e mostrou uma organização que chamou atenção do mundo. Foi um time intenso, disciplinado e muito difícil de ser batido.

O Brasil também sentiu isso na pele antes da própria Copa. Em 2023, em amistoso disputado em Tânger, os marroquinos venceram a Seleção por 2 a 1. E aquele duelo já serviu como aviso: o Marrocos sabe jogar contra seleções grandes e não costuma se assustar com camisa pesada.

Para os apostadores, esse nivelamento das seleções faz com que o Mundial fique extremamente interessante. E mesmo nos mercados preditivos, onde as odds ainda podem refletir o favoritismo do Brasil, seleções menos tradicionais também têm surpreendido. Por isso, quem quiser explorar essas possibilidades também pode consultar guias, a exemplo de Como usar o código de indicação Superbet via Metrópoles, antes de fazer suas apostas.

Estreia costuma cobrar caro

Analisando friamente a participação do Brasil na Copa até aqui, o fato é que a desconfiança na Seleção se dá, principalmente, por aquilo que o torcedor espera da “amarelinha” devido à sua tradição.

Afinal, a vitória contra o Haiti, embora pudesse ter sido mais elástica, foi conquistada com segurança. Além disso, o empate contra o Marrocos não foi nada anormal. Fora o fato de a seleção africana ter subido muito de patamar, é preciso lembrar que, para o Brasil, jogo de estreia em Copa raramente é passeio. Mesmo quando vence, a Seleção costuma enfrentar tensão, ansiedade e partidas mais duras do que o torcedor imagina antes de a bola rolar.

Em 1994, na campanha do tetra, o Brasil venceu a Rússia por 2 a 0, mas entrou em campo pressionado por um jejum que vinha desde 1970. Em 1998, ganhou da Escócia por 2 a 1 em um jogo apertado, decidido com dificuldade. Já em 2002, contra a Turquia, levou susto, saiu atrás no placar e precisou virar para 2 a 1.

A sequência mostra que o favoritismo brasileiro quase nunca transforma a estreia em tarefa simples. Em 2006, a vitória sobre a Croácia foi por apenas 1 a 0. Em 2010, contra a Coreia do Norte, o Brasil ganhou por 2 a 1, mas encontrou mais resistência do que se esperava. Em 2014, jogando em casa, começou perdendo para a Croácia antes de virar por 3 a 1. Quatro anos depois, empatou com a Suíça por 1 a 1. Em 2022, venceu a Sérvia por 2 a 0, mas só conseguiu abrir o placar no segundo tempo.

Olhando por essa ótica, portanto, embora para muitos torcedores a Seleção ainda esteja devendo, o Brasil não faz uma Copa do Mundo muito abaixo de outras edições. Ao fim e ao cabo, Ancelotti e seus comandados ainda estão invictos e são os favoritos no confronto contra a Escócia.

O peso da camisa e da ansiedade

Acontece que a Seleção Brasileira carrega uma cobrança diferente. Não entra em Copa apenas para participar ou fazer boa campanha. A tradição empurra o Brasil sempre para a obrigação de brigar pelo título, jogar bem e dominar os adversários. Isso aumenta a pressão desde o primeiro minuto.

Como a atual realidade da Seleção é muito diferente daquela de anos atrás, essa carga emocional acaba aparecendo em detalhes: passe errado, finalização precipitada, defesa mais nervosa, demora para controlar o jogo. Contra equipes sem tanto brilho individual, mas organizadas, como a Escócia, esse tipo de instabilidade pode custar caro.

Os escoceses devem tentar justamente explorar esse cenário. Uma marcação forte, transições rápidas e a confiança de quem já mostrou neste Mundial que tem uma equipe competitiva. A Escócia, portanto, pode transformar a partida em um teste real para o Brasil. Não será apenas uma questão técnica, mas também mental.

Para a Seleção, vencer significaria prosseguir na Copa com autoridade, apagar parte das dúvidas e evitar turbulência na fase final. Um tropeço, por outro lado, abriria espaço para críticas, comparações e pressão ainda maior para a sequência do torneio.

Por isso, o jogo contra a Escócia tem cara de jogo perigoso. O Brasil segue favorito pela tradição, pelo elenco e pela história, mas terá pela frente um adversário que não se sentirá intimidado. Portanto, o psicológico dos jogadores precisa estar em dia para que a partida não se transforme em susto para a Seleção.

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