REGINALDO LEITE

#16 - GP DA MALÁSIA – SURPREENDENTE

Reginaldo Baleia Leite
Reginaldo Baleia Leite
Publicado em 08/10/2016 às 08:05Atualizado em 16/12/2022 às 17:06
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A etapa da Malásia começou com o domínio de Lewis Hamilton. Mandou bem na classificação ao conseguir colocar quase meio segundo de vantagem sobre seu principal oponente, Rosberg. Porém a dupla da Red Bull estava bem perto do alemão.

Presente. Segundos após a largada na entrada da curva um, Vettel deu uma de Verstappen e mandou Rosberg para o final da tabela de classificação. Pensei comig “Que presentão do reclamão para Lewis. Lewis seguiu firme na ponta e nem viu a mancada do ferrarista.

*Hamilton chegou em Sepang com 8 pontos de desvantagem,  e se a corrida terminasse desse jeito Lewis terminaria  com 17 pontos de vantagem, mas corridas só terminam na bandeirada final. Carreiras são carreiras, como dizia Fangio.

Inverso. Verstappen também teve muita sorte ao conseguir se safar da mancada do piloto da Ferrari. Logicamente, o holandês não deixou barato e dissertou elogios a Vettel no rádio e posteriormente, na mídia. Nada como um dia após o outro. A situação se inverteu.

Efeito. Na sequência do acidente causado por Vettel, vimos vários toques e pancadas. Kvyat acertou a traseira da Renault de Magnussen. Por outro lado, quem estava por dentro na primeira curva se deu bem e Ricciardo foi o maior beneficiado.

Recuperação. Ao final da primeira volta, Nico ocupava o décimo sétimo lugar. E aí começou uma prova de recuperação, quase não tomando conhecimento dos outros carros que vinham à sua frente. Ultrapassar carros fracos é fácil, no entanto, quando chega num carro de ponta a coisa é diferente.

*E para sorte dele, Nico era a Ferrari de Kimi que não estava podendo usar toda sua potência. E novamente Kimi se viu obrigado a lutar com um carro muito superior  ao seu e sem poder se defender como deveria.

Por outro lado.  As Red Bull de Daniel Ricciardo e Max Verstappen estavam  numa ótima estratégia de pneus. E começavam a virar uma ameaça real à vitória de Lewis, que se via obrigado a andar o tempo todo dando tudo que podia para, assim, conseguir abrir uma vantagem quando realizasse sua última troca de pneus.

Chifre Rosso. Enquanto Lewis usava de toda potência, a dupla do touro nervoso começou a se estranhar. Ricciardo vinha com pneus  mais desgastados e Verstappen, como sempre, com toda gana do mundo e com borracha mais nova.

Melhor momento. Como sempre, Verstappen partiu com tudo para cima de seu oponente e tentou por diversas curvas superar Ricciardo, que deu o seu máximo e conseguiu segurar o impacto do queridinho dos cartolas. Foi o melhor momento desta etapa e Ricciardo conseguiu segurar a fera. E isso foi vital para o desfecho final.

Desespero. Na quadragésima primeira volta, a Mercedes do líder Lewis Hamilton apresentou uma pane de motor e fundiu, chegando a sair fogo na parte traseira. No rádio, foi possível ouvir os gritos de  desespero do inglês: “Não, Não, Não”, que  chegou a comover. Lewis Hamilton saiu do carro inconformado e desolado.

Intragável. Se tem um detalhe que precisa ser revisto urgentemente na F1 trata-se das atitudes dos comissários. Estes senhores estão tentando acabar com as disputas, que são a marca dos pilotos arrojados. Só Verstappen escapa da lente do mal desses agentes.

Intragável II. Aquela punição sobre Rosberg foi uma palhaçada. Parece que para estes senhores ultrapassagens só podem ser feitas nas retas com auxílio da asa móvel. Dessa maneira, eles vão acabar com o melhor do espetáculo, que é ver um piloto frear pra lá do Deus me livre e ultrapassar o adversário. Mesmo que às vezes aconteça um toquinho.

Uma ótima semana!

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