NO BICO DA CHANCA

Ainda não sabemos se Antônio veio de Nova Ponte ou de outra galáxia

Carlos Roberto Moura-Ticha
Carlos Roberto Moura - Ticha
carlosticha@hotmail.com
Publicado em 17/11/2021 às 16:38Atualizado em 18/12/2022 às 16:52
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TOQUE DE PRIMEIRA

A coluna de hoje abre espaço para falar um pouco de um ex-atleta; jogador de futebol que era tão rápido que até hoje não sabem se ele veio de Nova Ponte ou de outra Galáxia. Pois é, Antônio de Oliveira, nasceu em Nova Ponte-MG, seus pais Sebastião de Oliveira e Aureslina de Oliveira, sempre cultivaram grande orgulho pelo filho, Toninho, que passou a ser conhecido como o craque Nicotina. Jogador de 1001 utilidades, por isso foi sensacional e brilhou por onde passou. Nicota começou a jogar futebol no time amador do Aeroporto de Uberaba, “Asa Futebol Clube”; o que vem provar toda velocidade que tinha, o cara, quando lançado, era aquele voo rasteir os defensores passavam apertados para tentar impedir as arrancadas do ponta direita, que sempre foi fã e dizia ver no jogador Tati o craque da bola. Quando perguntado pelos repórteres, dizia que Dr. Sultan Mattar, além de ótimo técnico foi um dirigente fora de série. E como todos os amantes do futebol sempre foi gostou do ponta direita Garrincha (boa escolha). E foi em 1963 que ele se sentiu realizado dentro de campo, quando o Nacional FC conquistou o título da Segunda Divisão. E na ponta direita do Nacional, acabou como artilheir “Momento único”. Como torcedor sempre foi Corinthians, mas como treinou por seis meses em São Januário, passou a gostar do Vasco da Gama. Na verdade, sua grande emoção, foi em 1997, quando foi homenageado como um dos melhores jogadores da história do Nacional FC. Nicotina era tão veloz, que sempre dizia, que se não tivesse sido jogador de bola, gostaria de ter sido piloto de avião, se possível um jatinho... Nicotina, no mundo da bola, sempre teve momentos inusitados. Não sei foi fato ou boato, mas certa vez no Mineirão, Nicotina que também fazia as vezes função de motorista de ônibus, foi liberado pelo “juiz” a sair de campo para manobrar o ônibus do Nacional que estava estacionado de uma forma que impedia o ônibus do Cruzeiro de entrar no corredor do estádio. Rapidinho ele colocou a casa em ordem, dig uma manobra e o espaço no estacionamento, foi um trabalho de quem sabia tudo de volante. Agora, teve um momento que muitos dizem que foi estória, mas na realidade foi mesmo uma história incrível, que deixou o estádio quase que lotado com aquela interrogação na cabeça: “Nicota recebeu um lançamento em profundidade, passou pelo lateral do Atlético, mas a jogada foi tão rápida, que depois da linha de fundo, parou em frente a um policial e tentou driblá-lo, como o homem da lei não se movia, Nicotina levantou a cabeça e viu que estava fora da linha de jogo e tinha um policial pela frente. Até hoje, o público presente e os jornalistas que cobriram a partida não entenderam a “grande jogada e xingada do ponta do alvinegro”. Nicotina chegou a jogar em uma das melhores formações do Uberaba SC, atuando com Paulinho e outros craques que conquistaram o bicampeonato do Triangulo em 1955. O maior legado que deixou no futebol foi o rol de verdadeiras amizades com Sultam Mattar, Nilton Prata, Bel, Gilberto Perez, Netinho, Tinoco, Rubinho, Tati, Calmon, Edmar Crema, Arly Coelho, Marambaia, Domingão e tantos outros amigos que marcaram sua vida. Um momento de satisfação era de reunir aos sábados no estádio JK e jogar pelo Expressão, bom time de Máster/Sênior. Depois do “racha”, com os amigos o bom era tomar cerveja no Bar do Chaparral. Tinha afinidade com os irmãos: Djalma, professor e fundador da Novena da Medalha Milagrosa, e Alfa, enfermeira do Hospital São José (ambos falecidos), aliás estão juntos no plano celestial. O famoso Nicotina faleceu em 10/08/2005; (71 anos) foi casado com Neusa Maria Lima de Oliveira (falecida). Os filhos, Marcelo, Paula e Ubiratan são memórias vivas dos pais e do irmão Leandro. Os sete netos escutam as histórias do vovô. Foi marcante e inesquecível.

Formação do USC de 1955

Paixão por avião

Nacional de 1960

Sendo homenageado pelos dirigentes do Nacional

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CANELADAS

Depois das expulsões, no jogo Flamengo x Bahia, a partida ficou com três jogadores a menos. Isto benefício o árbitro, porque no campo de jogo ficou com menos inimigos para esculachá-lo

Era um jogador tão ligado a bichos e prêmios, que toda vez que ganhava um “cara-ou-coroa” avisava a diretoria:

--- Daqui pra frente quero receber bicho pela vitória no “cara-ou-coroa”!

Um torcedor do Corinthians perguntou a um torcedor do Flameng

---- Quantas pessoas torcem para o Flamengo?

---- Seis!

--- Como assim, só seis?

--- É sim. Eu, tu, ele nós, vó, eles...

Nova lei: torcedores do Cruzeiro que moram em sítios e chácaras estão proibidos de criar galinhas. Foi nessa que Roberto Tibúrcio, do Coelho perguntou:

--- Não estou entendo, como assim?

--- É para não ver um GALO cantando no seu quintal!

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BOLA DE MEIA

Futebol sempre foi considerado como arte de jogar bola, com os craques, aqueles que tem habilidade de fazer lindas jogadas. Antigamente só não podia “sentar na bola”, mas dribles e jogadas de alto nível eram recebidas com aplausos pelos torcedores. Festa.

No futebol chamado de moderno não pode fazer mais nada. Os adversários e a própria arbitragem não deixam os habilidosos mostrarem toda sua classe. Nos campeonatos um jogador não pode aplicar a famosa “Lambreta”: acabam expulsos.

Na partida entre São Paulo x Flamengo vivida no último domingo, no Morumbi, o atleta Michael, do Flamengo, dominou uma bola de “letra” e quase que apanhou do adversário. Absurdo. Agora, Vini Jr, contra a Argentina deu a “carretilha”. Foi lindo.

O departamento de árbitros da Fifa deveria rever alguns detalhes ou regras na arbitragem: Não proibir as jogadas de arte dos atletas, pois isso deixa o espetáculo mais colorido. Proibir os jogadores de fazer “rodinhas” em torno do árbitro. Reclamação, não.

Um torcedor me abordou e a pergunta foi essa: “Quem vai parar o Galo”? Fiquei pensando e não vi nenhum time capaz disso. Mas como teria que dar uma resposta, chutei: - “Acredito que uma galinha caipira, daquelas bem-criadas, seria a solução”.

Não resta a menor dúvida de o Atlético-MG treinado pelo competente Cuca já é o campeão brasileiro/21. Os outros clubes, do segundo colocado ao sétimo tem de brigar para segurar a posição e classificação para a Libertadores. É o que resta para os demais.

A Seleção Brasileira, como diz alguns treinadores, “como alternativo” poderia ter vencido a excelente equipe da Argentina. A partida foi bem disputada, as melhores oportunidades foram do “Canarinho”, enquanto Los Hermanos”, teve uma com Messi.

A rodada de ontem pelo Brasileirão da Série A” foi importante para o Atlético-GO, que luta para não entrar na Z4; o Santos, da mesma forma, querendo fugir do perigo; o duelo entre Sport e Bahia deve ter sido daqueles de quebrar coco e arrebentar cocada.

Ceará e Fortaleza foi um clássico de aumentar o calor no Nordeste; ambos precisavam da vitória: Ceará para não cair e Fortaleza para ficar no G6. No clássico Paulista, o Palmeiras brigando para subir mais um degrau e o São Paulo, apertado.

Por outro lado, no Maracanã foi realizado um dos maiores clássicos do futebol brasileiro. Flamengo e Corinthians sempre mexeram com a emoção dos torcedores de todo o Brasil. Acredito que foi um grande jogo e com toques mágicos dos craques.

Com nova contrataçã Elivelton ex-lateral do Uberlândia, de 21 anos o USC reforça o setor. O momento é de equilíbrio, pois, o Colorado está a quatro partidas do modulo II e a seis de conquistar o título. Portanto, é saber se organizar para realizar. TRAVA.

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