A veiculação de informações falsas nas redes sociais, aparentemente potencializando clima desfavorável ao acusado, deve levar o advogado Pedro Henrique Leopoldino a requerer o desaforamento do julgamento do guarda civil Luiz Artur. No dia 8 de março, ele foi preso pelo assassinato da própria esposa.
Recurso
A pronúncia do GCM pelo juiz Fabiano Veronez, acolhendo a denúncia do MP, foi objeto de recurso do advogado. Pedro Leopoldino discorda de vários pontos da acusação. Um deles, quanto à ausência de indícios de autoria e viabilidade de autoextermínio.
Laudo pericial
Dias antes da audiência de instrução foi juntado ao processo laudo pericial atestando não ter sido encontrada partícula de pólvora (deixada normalmente por disparo de arma de fogo) nas mãos de Luiz Artur. E, segundo o advogado, nem nas mãos nem nas roupas que o guarda civil usava.
Quem disparou?
Fica a pergunta – diz o criminalista: quem teria feito o disparo? (Taciana, a esposa, foi morta com um tiro na cabeça). E acrescenta que o próprio acusado autorizou a perícia a que foi submetido, tendo mãos e vestimentas examinadas.
Socorro
O advogado Pedro Leopoldino também discorda da acusação de fraude processual contra o seu cliente, por ter retirado o corpo da esposa do local. “Tirou mesmo, mas com a exclusiva finalidade de dar socorro a ela, levada em seu veículo ao hospital, onde (a mulher) ainda chegou com vida”.
Coação à filha
Outra qualificadora do crime de que discorda o criminalista é referente a suposta coação do GCM à filha (de 8 anos) para que não contasse nada a ninguém sobre o ocorrido. As manifestações e o estado de desespero mútuo, no momento do disparo, não configuram a grave ameaça idônea exigida pelo tipo penal – afirmou Pedro Henrique.
Transferência
O GCM Luiz Artur foi transferido da penitenciária de Uberaba para a de Uberlândia e, posteriormente, levado para presídio de Lagoa Santa, a 38 km de BH.
Precedente
Câmara criou, nesta terça-feira, precedente de que poderá se arrepender futuramente: levar o microfone a quem esteja acompanhando a sessão para se manifestar contra crítica de vereador feita a uma terceira pessoa. O episódio envolveu a mãe da chefe do Executivo.
Reação de mãe
Em meio a críticas de Thiago Mariscal a Elisa pelo uso de resíduos de construção civil em rua do Estrela da Vitória, Dalva Leite reagiu, ainda que comedida, auxiliada pelo líder do Executivo, Samuel Pereira, que pediu que um microfone fosse levado até ela, que lá estava para acompanhar homenagem a amigo.
Candidatura
A novidade da reação foi a surpreendente revelação de que tentará se eleger vereadora em 2028. Anúncio antecipado durante as suas afirmações sobre o que considera papel de vereador: apoiar o prefeito ou prefeita.
Joio e trigo
Mas também aproveitou para alfinetar os opositores mais críticos: muitos (dos vereadores) são ótimas pessoas, mas alguns deixam a desejar, falam palavras pesadas – frisou.
Saraiva
Retomando a palavra, o “tucano” Mariscal disse que tem sido calmo e educado em suas manifestações. Também Diego Rodrigues voltou a se manifestar para criticar a abertura dada à mãe da prefeita para que criticasse os vereadores.
Duras críticas
Antes de Mariscal, o pedetista Diego já havia feito duras críticas ao governo, narrando o caso de paciente que teve retorno a médico cancelado e orientada a voltar à UBS, falar com clínico geral para voltar a entrar na fila (para especialidade).
E a pesquisa?
Diego também desafiou o governo a divulgar qual é a avaliação da administração aferida em pesquisa por ela encomendada.
E os cofres...
Outro a “alfinetar” o Executivo foi Marcos Jammal. Ele expôs requerimento pedindo do governo uma série de informações sobre a situação financeira da Prefeitura, incluindo dados de restos a pagar processados e não processados, receita prevista e arrecadada.
Falta grana
Referindo-se ao Tribunal de Contas, o vereador disse haver preocupação com a possibilidade de o dinheiro dar para honrar compromissos somente até outubro.
Dia quente
A oposição “apimentou” a sessão do Legislativo. Também Túlio Micheli, mais do que fazer uma crítica, levantou suspeitas sobre as relações entre a Prefeitura e a Cisalp, o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Alto Paranaíba.
Em detalhes
Ele quer sabe em detalhes os números envolvendo contratos do município com o consórcio, licitações ou dispensas de licitação que os alicerçaram, volume de dinheiro repassado e relação nominal das empresas credenciadas no âmbito do Cisalp.
Mais presos
E não é que o já lotado complexo penitenciário de Uberaba está recebendo mais presos. Cadeia de Perdizes está sendo esvaziada com a transferência de 135 detentos. Muitos dos quais começaram a ser desembarcados na Penitenciária “Aluízio Ignácio de Oliveira”. Mais um presente do Estado. Assunto para o colega Hélio Júnior, a partir das 5h, na Rádio JM.
Sem efeito
Secretaria de Administração tonou sem efeito no Porta Voz desta terça-feira o edital de venda da folha de pagamentos da Prefeitura. Bancos alegaram que o prazo exigido para a abertura das milhares de contas para os servidores, pela instituição vencedora, seria muito exíguo. Outro edital será publicado nesta 4ª feira – garante o secretário Ernani Neri.
Faturando
O contrato em vigor com o Banco do Brasil termina em dezembro. E o vencedor da nova concorrência pagará no mínimo R$ 22 milhões à Prefeitura, valor pago há cinco anos.
Independência
Diretores do Sindae não reagiram bem às falas de Túlio Micheli, na sessão do Legislativo, quando o vereador abordou a necessidade de independência entre os poderes, assim como entre o sindicato e a direção da Codau.
Muito estranho
Túlio considera estranho o fato de dirigente da autarquia, por exemplo, fazer divulgação de festa do sindicato. E acrescentou ter recebido queixas de alguns servidores, insatisfeitos com as relações entre a entidade que os representa e o comando da Codau.
Reação
O Sindae reagiu em nota assinada por Adelair Donizetti (presidente), Claudiney da Silva (vice) e a assessora jurídica, a advogada Natália Salge. Entre outras afirmações, eles ressaltam que “o Sindae atua de forma séria, responsável e transparente, sempre pautado pelo diálogo e pela defesa dos trabalhadores”.