AGRO & TALS

Armadilha acessível e precisa promete revolucionar o controle da broca-da-cana

Raiane Duarte
Publicado em 01/07/2026 às 10:09Atualizado em 01/07/2026 às 10:22
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Skytrap

Um grupo de oito estudantes do curso de Agrocomputação da Fazu, em Uberaba, desenvolveu uma armadilha automatizada para a broca-da-cana, chamada Spytrap. Uma das principais pragas enfrentadas pelas usinas, a broca precisa ser controlada antes de se alastrar. Para isso, o protótipo dos alunos conta com um sistema de captura de imagens associado a técnicas de visão computacional e Inteligência Artificial (IA) para realizar a análise dos insetos coletados. Depois, o aplicativo indica o momento ideal para fazer o controle da praga, seja biológico ou químico. Assim, ganha-se tempo e precisão, diminuindo custos e aumentando a lucratividade.

Broca-da-cana

A incidência da praga nos canaviais traz grandes prejuízos para o setor sucroalcooleiro, por isso o monitoramento prévio é tão importante. Atualmente, o mercado conta com algumas armadilhas para a broca-da-cana, mas a ferramenta nem sempre tem um custo acessível. Com foco nesse gargalo, os alunos utilizaram IA e chegaram a um protótipo barato e assertivo. Vale mencionar que a broca-da-cana é uma espécie de mariposa e que também causa prejuízos em culturas como arroz, milho e sorgo.

Área em ascensão

A solução foi criada com o objetivo de integrar a tecnologia às demandas agrícolas. O curso de Agrocomputação da Fazu é jovem, mas vem justamente com essa proposta. Assim, atrai alunos apaixonados por inovação e que veem o potencial dela agregada ao mercado do agronegócio. Para ser criada, a armadilha contou com a mentoria de dois professores: Janderson Carvalho, com a expertise no desenvolvimento de sistemas, e o professor Luan Odorizzi, com o olhar da entomologia agrícola (estudo de insetos-praga).

O protótipo finalizado foi apresentado para Luan na última sexta-feira (26) (Foto/Divulgação)

 Gestão a Campo

No último sábado (27), as commodities também foram assunto na Fazenda Escola da Fazu. O curso de Gestão do Agronegócio, sob coordenação da professora Márcia Borges, realizou o primeiro dia de “Gestão a Campo”. O evento foi realizado em uma das áreas experimentais da fazenda e teve como objetivo mostrar o trabalho de gestão por trás de um tradicional dia de campo. A atividade foi aberta ao público e contou com visitantes de outros cursos e também da comunidade externa, assim como da EFOP.

Para realização do evento, os alunos do Agronegócio fizeram o plantio das principais commodities e acompanharam todo o processo de cultivo. (Foto/Divulgação)

 Cacau

Com vistas ao projeto de implantação da cultura do cacau em Uberaba e região, o Sindicato dos Produtores Rurais esteve presente no evento Cacau Paulista, realizado em Rio Preto (SP). O presidente Vinícius Rodrigues, junto de seu xará Vinícius Filla, professor e doutor em Produção Vegetal, prestigiaram o evento. Uma oportunidade de networking, além de buscar referências para o projeto de desenvolvimento do cacau aqui no nosso Cerrado.

Feicorte

A associação esteve representada pelo presidente, Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges; pelo diretor José Olavo Borges Mendes Jr., que também participou como diretor executivo da Fazu; pelos gerentes Élcio Fonseca e Mauro Bueno; e pelo técnico regional Alisson de Oliveira.

Reprodução Animal

Para melhorar a genética bovina, as biotecnologias aplicadas à reprodução são fundamentais. Por isso, a Medicina Veterinária da Fazu promoveu uma imersão em Reprodução Animal, no dia 20 de junho. Organizado pelo coordenador do curso, o professor e doutor em Ciências Animais, Thiago Braga, o evento uniu práticas em curral e laboratório, com profissionais que são referências do mercado.

Fazu no Clima

A climatologista e professora Alcione Wagner coordena um projeto extensionista que tem como intuito retirar tampinhas plásticas do meio ambiente. No final deste semestre, a iniciativa alcançou meia tonelada de plástico recolhido e doado. Além de doar o material para o Instituto Vencer, que vende e reverte o dinheiro em ações para a ONG, a professora promoveu a I Mostra Fazu no Clima. Os mais de 60 alunos envolvidos no projeto apresentaram trabalhos em grupo sobre temas ligados à agrometeorologia, com foco no desenvolvimento da responsabilidade socioambiental.

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