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O Governo Federal planeja implementar o Drex, a moeda real em formato digital, popularmente conhecida como cripto, a partir de 2027, conforme revelou o advogado Ariel Franco em entrevista ao JM News 1. Regulada pelo Banco Central (Bacen), essa moeda digital será baseada em tecnologia de registro distribuído (DLT) e terá o mesmo valor do real físico, mas com características que prometem revolucionar as transações financeiras no Brasil.
Ariel Franco destacou, à Rádio JM, que o Drex permitirá ao sistema financeiro nacional rastrear, em tempo real, todas as movimentações dos usuários. “A partir dessa implementação, os dados de tudo o que a gente recebe e gasta vão ser automaticamente transmitidos para o Governo. Quanto você gastou, quanto recebeu, onde e de que forma gastou, etc. Então, essa discussão do Pix acaba sendo superficial perto do Drex, que vai vir futuramente”, explica o advogado.
Inicialmente chamado de real digital, a criptomoeda Drex tem como principal objetivo democratizar o acesso a serviços financeiros inteligentes, como contratos automatizados, que garantem segurança e eficiência em transações complexas, como a compra de imóveis. Embora posicione o Brasil na vanguarda financeira digital, a implementação da moeda levanta debates sobre viabilidade e transparência.
“A partir da implementação do Drex, as transações online não serão mais feitas em real, mas sim por meio dessa moeda digital nova. Já houve uma primeira transmissão em 2025, mas o Governo está querendo implementá-la, de fato, a partir de 2027”, revela Ariel Franco.
Para especialistas e legisladores, como o senador Carlos Portinho, o sucesso do Drex depende de sua adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para garantir a segurança dos usuários.
Apesar das discussões, o Bacen, autarquia de autoridade monetária federal, mantém a confiança na tecnologia como um marco de modernização econômica no país. “Essa é uma discussão que já vem há muito tempo; a questão era ter uma tecnologia eficaz para a implantação”, finaliza o advogado ao JM.