Vídeo do vereador Cléber Jr mostra vasos quebrados, pichações, garrafas espalhadas e partes da estrutura soltas
Banheiros com fezes no chão, vasos sanitários quebrados, paredes pichadas, garrafas espalhadas, porta que não fecha e uma quadra sem traves. As condições do ginásio do bairro Isabel do Nascimento foram expostas em vídeo publicado pelo vereador Cléber Júnior (MDB), que cobrou providências da Prefeitura para recuperar e proteger o espaço.
(Foto/Reprodução Redes Sociais)
(Foto/Reprodução Redes Sociais)
(Foto/Reprodução Redes Sociais)
Durante a gravação, o parlamentar percorre a quadra e os antigos vestiários, mostrando louças sanitárias danificadas, revestimentos soltos e sinais de depredação. Em um dos pontos, ele relata forte cheiro de urina e mostra papéis higiênicos e outros resíduos acumulados no chão.
“Isso aqui era para ser o vestiário”, afirma o vereador ao mostrar o espaço onde deveriam funcionar os chuveiros. Na quadra, ele também questiona a ausência das traves. “Como você joga futebol numa quadra que não tem gol?”, cobra.
Cléber argumenta que a falta de intervenções imediatas contribui para o agravamento dos danos e pode aumentar o custo de uma futura reforma. O vereador também defende a presença de vigilância ou alguma forma de controle de acesso para evitar novas depredações.
“Isso é desperdício com dinheiro público. Porque olha o tamanho dessa estrutura. É de responsabilidade da Prefeitura cuidar disso aqui”, declara no vídeo.
O vandalismo e a depredação dos equipamentos públicos é uma realidade amarga em Uberaba. Ao Jornal da Manhã, o presidente da Fundação Municipal de Esporte e Lazer, Carlos Dalberto de Oliveira Júnior, o Belzinho, relata as dificuldades enfrentadas pela autarquia para manter os espaços esportivos da cidade.
“O vandalismo vem crescendo”, afirmou. Como exemplo, ele citou o Complexo Esportivo Murilo Pacheco, onde, segundo relatou, buracos na cerca já foram fechados duas vezes neste ano e novamente foram abertos.
Segundo ele, a fundação já realizou reparos em outros equipamentos esportivos, mas voltou a encontrar cercas rompidas, torneiras furtadas e novas depredações pouco tempo depois.
A Funel é responsável por cerca de 225 equipamentos públicos e conta com apenas cinco servidores próprios para executar diferentes serviços de manutenção, além do apoio da Secretaria de Serviços Urbanos e Obras. O presidente também afirmou que parte da equipe precisa retornar repetidamente a locais atingidos por furtos, invasões e depredações.
“Para mim, não importa se é oposição ou situação. O que importa é o que o vereador está trazendo, qual é a demanda e se ela, de fato, vai atender a população”, afirmou Belzinho ao comentar, de forma geral, as cobranças encaminhadas pelos parlamentares.
Para a recuperação do ginásio, a Funel afirma que já existe uma articulação para viabilizar os recursos necessários. Parte do valor virá de emenda parlamentar de R$ 50 mil destinada pelo vereador Marcos Jammal (MDB), enquanto o restante deverá ser garantido por compensação vinculada a contratos de loteamentos.
À reportagem do Jornal da Manhã, Jammal explicou que a contrapartida será formalizada por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta junto ao Ministério Público, com assinatura prevista para os próximos dias. Segundo o vereador, a reforma está estimada em R$ 110 mil e deverá contemplar intervenções na infraestrutura, além do acabamento do imóvel.
Ainda não foi informado prazo para o início dos serviços.
Bairro já registrou destruição de equipamentos públicos
O vandalismo em estruturas de lazer não é novidade no Isabel do Nascimento. Em junho de 2023, um brinquedo instalado em uma praça do bairro foi destruído apenas quatro dias depois de ser colocado à disposição da comunidade. Partes de madeira e peças de ferro foram arrancadas do equipamento.
Na época, a Prefeitura informou ao Jornal da Manhã que mais de R$ 1 milhão era destinado anualmente à recuperação de danos provocados por vandalismo em prédios públicos, praças, parques e outros espaços abertos. Dias depois, o JM mostrou que dois brinquedos haviam sido destruídos no bairro em uma única semana, sendo que nenhum deles permaneceu disponível por mais de sete dias.
Ao mesmo tempo em que a estrutura já existente é alvo de reclamações, o bairro deverá receber um novo espaço esportivo comunitário. A licitação foi homologada no fim de junho, com proposta de R$ 1.526.326,29. O projeto ainda depende da assinatura do contrato e da emissão da ordem de serviço, sem prazo divulgado para o início ou a conclusão da obra. O novo equipamento é diferente do ginásio mostrado na denúncia.