ARTICULISTAS

Psicopatia, o mal endêmico do Brasil

Luiz Cláudio dos Reis Campos
lucrc@terra.com.br
Publicado em 10/04/2021 às 12:19Atualizado em 19/12/2022 às 03:56
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Uma porção Brasil está com traços psicopáticos, como ausência de empatia, comportamento antissocial, descontrole comportamental, atitudes de dominância, intolerância, mania de perseguição, entre outras características. Junte-se à psicopatia dessa parcela da população o pendor fascista, que, associado à patologia, potencializa a atuação desse contingente que evolui para a forma mais grave e perigosa, que pode se chamar de estágio psicopático fascista. Não é uma figura de estilo, ou um pleonasmo, nem uma redundância. O psicopata fascista é uma espécie de indivíduo turbinado com ingredientes cuidadosamente manipulados e dosados com precisão medicinal. Os aditivos geralmente são aplicados para fortalecer a degradação de valores humanos centrada na ignorância suprema, no ódio, desprezo, na alucinação, idolatria, no egoísmo, falso moralismo, na hipocrisia e numa boa dosagem de burrice sinergética que atua no lóbulo frontal, causando uma desordem induzida que atinge sua capacidade de controle, déficit no comportamento civilizado, tendendo a animalesco, desestruturando completamente a capacidade de abstração, para alcançar a idiotização absoluta. É quando se notam o total descontrole do comportamento social e a negligência emocional, tudo isto atuando de forma a dar uma sensação de completa normalidade ao acometido, tornando-o absolutamente convicto de que goza em plenitude de sanidade física e mental que o impulsionam a se postar como um agente do fascismo psicopatológico como causa de vida e transformação do mundo. O perfil descrito é visto com relativa facilidade nos dias de hoje no Brasil, visto estarmos em uma endemia de psicopatia, onde os acometidos andam em bando, vociferam babaquices, desdenham e boicotam a ciência, menosprezam mortes, espalham fake news, entopem-se de panaceias, empanturram-se de pílulas de ignorância a vitaminar sua arrogância e prepotência como um tributo à inconsequência coletiva. Importante para compreender o acometimento de parcela da população do Mal Endêmico da psicopatia fascista é que, assim como quase todas as endemias, ela se iniciou com um surto visto com despreocupação e com certo desdém, acreditando-se estar sob controle. O equívoco do diagnóstico foi não levar em conta que havia milhões dos atuais contaminados que eram predispostos e altamente suscetíveis a se voluntariarem para a propagação como vetores psicopáticos e também hospedeiros. Resultado é que estamos em meio a uma pandemia devoradora, buscando nos livrarmos da patética psicopatia fascista que se associa ao vírus na confecção da tragédia brasileira. É preciso gritar SOS ao Mundo por misericórdia. O Brasil tem cura longe dos psicopatas intratáveis. O remédio é desprezo e asco.

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