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Três Pingos - Baseado em Não Virem Gotas

Charles Thon
Publicado em 09/06/2026 às 18:08
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Mais um dia de outono, amanhecido com cara de inverno. Haja vista, o chove chuva, chove sem parar, despenca forte desde a madrugada dos menestréis apaixonados. Muitos sem entender as mudanças de clima, outrora padronizadas. Mas, também, se o verão choveu de modo incomum… então, chova chuva.

Porém, com isso, vem a consequente molhadeira. Pessoas subindo no ônibus com seus guarda-chuvas e molhando a outros. Como se deu hoje pela manhã. Quando um senhor de idade subiu com o seu fechado, pedindo licença, mas deixou cair três pingos no braço de uma mulher. Coincidentemente no ombro, no meio do braço e perto do pulso. Nem que tivesse calculado metricamente.

Ela olhou para cima, normal, saber de onde vieram os pingos. Viu que não foi direto do céu. Como disse nossa amiga Sandra Florêncio, que sua mãe Gilvanete, nos tempos do sítio Riacho Grande, da falta de chuva em Araçagi, no agreste paraibano, ao cair dos primeiros pingos: “Deus lembrou da gente”. Foi quando viu que caíra do guarda-chuva do homem que já houvera passado.

Cabe a nós chegado o inverno não o tornar em um inferno. Pois o que vai cair de respingos nas cabeças dos passageiros… Precisamos agir com parcimônia, a fim de não replicarmos da mesma revolta ao vermos bombas caindo sobre cabeças, não transformamos os pingos d’água de alegria em gotas serenas de raiva. É mentira, Terta?

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