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Flor Sangra - Baseado em Par’Lamentar

Charles Thon
Publicado em 17/06/2026 às 18:08
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Disse o Paulo não paulista, no passado aos efésios, algo que no presente, por tabela, o faria ser cancelado tal qual o seu amigo cabeludo. “Porque o que eles fazem no oculto é vergonhoso até em dizê-lo”. Pois é, e olhe que de pressão o seu amigo entende bem. Posto até no Jardim do Getsêmani ter suado sangue. Mas não arreigou o pé.

Tudo bem, somos mesmo seres humanos passíveis de erros. Mas fazer uso de retóricas conservadoras ou progressistas com o mero intuito de obter proveito político em detrimento das mulheres que sofrem com o quesito aborto não tem desculpas cabíveis.

Chega a soar sórdido o “faça o que eu digo, mas não o que faço”. Seja gritar contrário ao aborto, mas na hora “H” a honra do nome familiar fala mais alto. “Vamos tirar”. Ou se berrar a favor, mas na hora do vamos ver… O sangue também fala mais alto. “Melhor não arriscar.”

Eis o que, conforme a mídia, muito ocorre num certo jardim paulistano, onde abortos, não pelo SUS, é claro, são feitos por sucção. Segundo pessoas que não entendem nadica do assunto, nem sangra. Melhor procedimento no mundo não há. Se revelado o dito nas surdinas… “Foi um momento de fraqueza.”

Quanto às mulheres, sem poderem ser fracas em momento algum da vida. Se submetidas ao mesmo procedimento nos escuros quintais e não em meio aos jardins iluminados, depararam-se com a flor que sai aos pedaços, com suas pétalas sujas de sangue. Cujo talo de espinhos pontiagudos ficará dentro de si, machucando a sua alma. Mas aquele que também sofreu com espinhos pode arrancar a cada um desses. Bastante apenas n’Ele confiar. Confie.

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