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Juízo Final

Ani e Iná
Publicado em 30/04/2021 às 20:07Atualizado em 18/12/2022 às 13:26
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Leila Diniz foi a primeira brasileira a surgir de biquíni com um barrigão de grávida nas areias de Ipanema. Sem pudor, falava abertamente sobre sexo, comportamento e fidelidade, em meio a uma sociedade machista e comandada por um regime militar.

Com que soberba ela exibia sua gravidez e isso virou mais do que moda! Uma altivez que se mantém até os dias de hoje. As mamães fazem questão de, mesmo antes de conceberem seus bebês, demonstrarem o amor e a felicidade de carregar no ventre seu filho ou sua filha. Tiram fotos celebrando e “curtindo”!  

Os primeiros passinhos, o equilíbrio na bicicleta de duas rodas, a beleza do cotidiano, recordamos cada segundo vivido com nossos filhinhos. 

“Mãe é tudo igual, só muda de nome e endereço.” Vai nos dizer que você nunca ouviu essa frase antes? Contudo, ela não poderia estar mais errada! Foi nessa pandemia que as crianças ficaram em casa e estamos assistindo a um verdadeiro filme de horrores, com muitas delas sendo abusadas e castigadas. Atingiu o clímax com a morte de Henry, de 4 anos, que emocionou e aterrorizou o país. 

Lembramo-nos do som da máquina de costura da mamãe, modelando nossos vestidinhos com sianinhas, babados – chiqueza pura –, para vestirmos nas missas de domingo, no aniversário dos primos, de vizinhos ou em alguma festa. Eram dois modelitos. Iguaizinhos. Quanto capricho!  Mamãe era de poucos abraços e beijos, mas cultivava o amor. Muitas mães tinham onze filhos e davam a eles o que podiam: comida, trabalho, atenção na hora de uma doença, roupa lavada. Carinho (nem sempre), pois não tinham tempo. Cuidar é um ato de afeto! 

Sabemos que na nossa geração as mães deram muitas chineladas em seus filhos para conseguirem respeito através do medo. No entanto, nunca fizeram mal, pois eram palmadas de mãe. Mas pontapés, espancamentos não consertam ninguém e só causam traumas para o resto de suas vidas. 

Mães que perderam seus filhos tragicamente ficam inconsoláveis, transtornadas, são duras perdas, difíceis de lidar, não pelo fim em si, mas pela comoção geral da família. É preciso muita fé em Deus para se fortalecerem ou recuperarem. O coração permanece doente pela vida afora.

Não existe felicidade maior que ver nossos filhos crescerem! Filhos são presentes de Deus. Eles mudam nossas vidas. Amamos mais do que as palavras podem dizer.

Foi no meio de uma família de luxo, carreira de sucesso, que nós, mães, perdemos o fôlego com a indiferença e o desamor dessa mulher que deixou o seu filhinho nas mãos de um desalmado. 

Essa maléfica cruel será julgada pelas leis dos homens, mas o remorso, o sentimento de inquietação de que ela é culpada, receberá da própria consciência. Um arrependimento íntimo, que será o inferno em que viverá. O juízo final. 

Para todas as Mães amorosas, estes versos do genial Mário Quintana: Mãe

São três letras apenas /As desse nome bendito;/ Também o céu tem três letras / E nelas cabe o infinito.

Para louvar nossa mãe,/ Todo o bem que se disser / Nunca há de ser tão grande / Como o bem que ela nos quer.

Palavra tão pequenina, / Bem sabem os lábios meus / Que és do tamanho do céu / E apenas menor que Deus!

Parabéns, Mães!...

Dois beijos...

Ani e Iná - aninauberaba@gmail.com

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