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Adesão a Cristo

No último domingo de agosto, mês vocacional, a atenção da liturgia se volta para todas as pessoas

Dom Paulo Mendes Peixoto
Publicado em 30/08/2019 às 17:43Atualizado em 17/12/2022 às 23:50
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No último domingo de agosto, mês vocacional, a atenção da liturgia se volta para todas as pessoas que fizeram sua opção de seguir as exigências vindas do batismo. Estão aí também as crianças batizadas ainda nos primeiros dias de vida. Para elas, a opção vem do compromisso assumido pelos pais e padrinhos dentro da cerimônia do batismo, onde são feitos compromissos de educá-las na fé. 

Fazer adesão por Jesus Cristo tem um significado bonito, mas segui-lo e ser fiel às propostas contidas nas suas palavras é outra coisa, porque supõe ação concreta para a realização da justiça e do mandamento do amor. O seguimento do Mestre, como se pode ver, não é tão fácil, principalmente diante de uma sociedade marcada por grandes conflitos e desafios surgidos no seu caminhar.

Não tão é fácil ser verdadeiro cristão diante do clima da nova cultura. A maldade, as inverdades e a prática da injustiça, como afrontas aos princípios de uma boa conduta, estão presentes em todos os lugares. No entanto, por aí está também o Reino de Deus como itinerário na busca da perfeição, onde as pessoas são chamadas a colocar em prática os compromissos assumidos no batismo.

Sabemos que o caminho e as exigências do Reino de Deus têm uma porta estreita, que supõe sacrifícios permanentes e ação corajosa na construção do bem da sociedade e de cada pessoa. A base principal está na vivência dos valores evangélicos. Isto significa capacidade de estabelecer relações fraternas, adequadas e justas com Deus, com as outras pessoas e consigo mesmo.

A meta da vida cristã é o banquete eterno no seio de Deus. A Bíblia diz que “os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos” (Lc 13,30), para dizer que os projetos de Deus não são os mesmos que temos. Não podemos ficar perdidos em nossos próprios critérios e desconectados com a Palavra de Deus. Às vezes, temos que abrir mão de certos apegos e acúmulos para ajudar na fraternidade.

Importa saber entender o valor educativo e pedagógico do sofrimento, no cotidiano, como processo de maturação na vida espiritual. Essa atitude condiz com a decisão de seguir Jesus Cristo para se chegar a um futuro de paz e de justiça. O convite para esse processo, dentro do mês vocacional, é feito a todas as pessoas, mesmo que isto custe enfrentar sofrimentos pela causa do Reino. 

(*) Arcebispo de Uberaba

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