“A história da natureza começa pelo bem, pois é obra de Deus.”
(Immanuel Kant – filósofo alemão do Séc. XVII)
Engrosso os adeptos deste pensamento. Se Deus nos criou à Sua própria imagem e semelhança, como podemos atribuir à nossa natureza tão poucas virtudes num mar de imperfeições?
Em nenhuma hipótese poderíamos considerar que as iniquidades abundantes deste nosso planeta fossem deformidades inseparáveis da nossa qualidade de humanos, como se o homem fosse naturalmente injusto, desonesto ou violento; sem que pudesse impedir-se de caminhar na direção oposta a tudo aquilo que o Criador idealizou.
Ao contrário, creio firmemente que o tal livre arbítrio mostra que tudo isso é resultado das nossas escolhas. O Grande Líder esperava de nós algo diferente. Permitiu que outros líderes pipocassem pelo globo e conduzissem pela vida povos de nações diversas.
E eu diria que a maioria está decepcionando.
Ao pensar nos líderes tupiniquins, logo me vem à mente a figura de Deus tapando o rosto com as mãos, constatando que eles entenderam bem pouco dos Seus ensinamentos.
Parlamentares legislam para seus próprios interesses, de modo que cada voto seja orientado por alguma vantagem pessoal, que só se alinha ao interesse do povo por mera coincidência.
O governo – ah, o governo! – cria leis e ignora o seu cumprimento; une-se como principal parceiro a outros grandes causadores de injustiças sociais em frequente uníssono com alguns notórios vilões da turma citada ali em cima.
O Judiciário resiste como o único poder que ainda goza de alguma credibilidade daqueles que estão sob a sua égide, muito embora a velocidade dos seus julgamentos deixe a ver navios os pobres que esperam a justiça da Terra. Depois dos nossos nobres magistrados, só Deus lhes resta. Justiça que tarda, já falhou.
E assim caminha a humanidade: cada vez mais longe da sua natureza.