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Uberaba, 24 de julho de 2019 -

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Lídia Prata
Gisele Barcelos CHECKLIST MUNDO 01/04/2019

O desafio de aposentar a mala grande de 23 quilos e viajar apenas com uma bagagem pequena poderia parecer loucura alguns anos atrás. Carregar muita coisa sempre foi um costume para a maioria dos turistas e os abastados limites das companhias aéreas não eram exatamente um incentivo para abandonar o hábito de levar o guarda-roupa (ou até a casa inteira!) na mala.

Acontece que as regras de franquia de bagagem no avião mudaram a partir deste ano e todos os passageiros mal-acostumados começaram a sentir no bolso o custo do sobrepeso. Para quem tem um orçamento limitado, o jeito é aprender na marra a viajar leve para aproveitar as tarifas promocionais e não precisar pagar nada extra para embarcar.

A vantagem de ser minimalista, entretanto, não se limita à economia em passagens aéreas. Ao desembarcar no destino com sua mala pequena a tiracolo, você elimina aqueles momentos de tensão à beira da esteira do aeroporto e a angústia silenciosa de aguardar para descobrir se a sua bagagem não foi extraviada no meio do caminho.

Só quem já teve a experiência de ter os pertences perdidos por aí sabe como isso é chato. Se a viagem for para outro país, pode virar uma dor de cabeça e atrapalhar o começo do passeio. Mesmo quando a bagagem é localizada, causa um problemão até chegar ao destino correto. Basta conferir os inúmeros filmes holywoodianos que utilizam essa storyline para colocar o protagonista em apuros.

Tanto por motivos de economia quanto por questões de praticidade, a nova tendência de carregar menos peso atrai olhares curiosos. No entanto, há quem duvide ser possível fazer as malas de forma compacta e sem passar apuros na viagem. Para os interessados em mudar o tamanho da bagagem, reuni dicas inspiradas no conceito de “armário cápsula” que vão ajudar a escolher as peças essenciais de uma mala inteligente.

O primeiro passo é optar apenas por itens confortáveis e que servem bem. Não adianta levar aquela calça que aperta na cintura ou a blusa linda que só usou uma vez porque não veste bem. Outra estratégia é dar prioridade a peças que não exigem muito cuidado e nem amassam demais.

Além disso, só coloque na mala os itens que têm a ver com seu estilo e com o propósito da sua viagem. Se você é básica, não pense que por estar em outro país a passeio você vai se vestir de forma mais sofisticada. Está acostumada com vestidos e saias no dia a dia? Não adianta encher a mala de calças e leggings. Pense no que gosta de usar nos momentos de lazer na sua cidade, quando sai para um restaurante ou programa com amigos. Também não há motivos para carregar na bagagem o creme anti-rugas que nunca lembra de usar quando está em casa.

Colocadas as regras gerais, a grande dúvida é a quantidade de peças para escolher. Uma boa proporção para 15 dias de viagem é a seguinte: até duas camadas de fora (jaquetas, blazers, cardigans, trench coats, capas de chuva, casacos de lã, doudounes), quatro partes de baixo (calças, leggings, saias, vestidos – de acordo com seu estilo), oito partes de cima (Camisetas de manga curta ou comprida, regatas, sweaters, cashemeres ou pullovers – dependendo do clima) e três pares de sapato. Quanto à roupa íntima, uma ideia é levar o suficiente para uma semana e lavar no próprio banheiro do quarto.

Agora é só abusar das cores básicas, adicionar luvas e cachecóis se a viagem for no inverno, fazer diversas combinações e curtir o passeio. Com menos carga para arrastar no caminho, vai sobrar espaço para encher a cabeça de boas histórias para contar.

*Gisele Barcelos é uma jornalista viajante, que adora pesquisar e montar roteiros para aventuras pelo Brasil e exterior. Além de escrever sobre política no Jornal da Manhã, é autora do blog Checklist Mundo, onde compartilha suas andanças e experiências pelo mundo afora.

 

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