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Uberaba, 16 de junho de 2019 -

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Lídia Prata
Gisele Barcelos CHECKLIST MUNDO 25/02/2019

Em meio ao falatório na última semana sobre a reforma da Previdência proposta pelo novo governo, foi impossível não parar para pensar sobre aposentadoria e o que fazer com o tempo livre, quando não existir mais a obrigação de bater cartão todos os dias.

Como essa é uma coluna sobre turismo, obviamente você já adivinhou que a minha primeira resposta foi: viajar! É verdade que muita gente só fala sobre as dores e o cansaço do envelhecimento, preferindo ficar quieto em casa. Entretanto, tive a benção de ter uma avó moderninha e que não resistia a uma oportunidade para cair na estrada.

No melhor estilo “viajante raiz”, ela nunca colocou os pés num avião por ter medo de altura, mas rodou o Brasil de ônibus e encarou, no auge dos seus 60 anos de idade, até uma roadtrip de mais de nove horas do interior de Minas Gerais para Londrina. Se tivesse superado o pânico de voar, imagino até onde a vó chegaria.

Não bastasse esse exemplo, recentemente também viralizou na internet a história de uma senhora russa de 90 anos que virou sucesso no Instagram por compartilhar fotos de suas viagens – sozinha – pelo mundo (veja aqui). Ao se aventurar pela TurquiaAlemanhaTailândiaVietnã e Israel, Vovó Lena mandou o sonoro recado em russo de que nunca é tarde demais para conhecer um novo lugar.

Com a perspectiva de crescimento da população idosa nos próximos 30 anos, a boa notícia é que o mercado de turismo vem se preparando cada vez mais para oferecer novas rotas a esse público.

O viajante maduro já não precisa se contentar apenas com as excursões batidas para Caldas Novas, Águas de Lindoia, Poços de Caldas ou outra cidade com águas termais. Os pacotes para quem tem mais de 60 anos agora incluem roteiros pelo Nordeste brasileiro, circuitos pela Europa, experiência de compra em Miami, expedições no Egito, safaris na África e muito mais. (veja aqui)

Além disso, até programas especiais de intercâmbio no exterior foram desenvolvidos para os viajantes sessentões. Afinal, com tempo livre de sobra para viagens longas, por que não passar três meses aprendendo inglês no Canadá ou na Irlanda? Só para citar alguns destinos possíveis.

Nem mesmo a dificuldade para locomoção é mais um empecilho para conhecer o mundo. O mercado já conta com empresas especializadas em roteiros de viagem com acessibilidade para diversos lugares do Brasil e do mundo, tornando possível inclusive aos cadeirantes desbravarem a cidade inca de Machu Picchu

Com tantas possibilidades e sem prazo para voltar para casa, o desafio mesmo será decidir o destino quando chegar a hora de guardar as chuteiras. Então, onde gostaria de passar os dias da sua aposentadoria?

*Gisele Barcelos é uma jornalista viajante, que adora pesquisar e montar roteiros para aventuras pelo Brasil e exterior. Além de escrever sobre política no Jornal da Manhã, é autora do blog Checklist Mundo, onde compartilha suas andanças e experiências pelo mundo afora.

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