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Uberaba, 22 de abril de 2019 -

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Lídia Prata
Gisele Barcelos CHECKLIST MUNDO 11/02/2019

Toda uma geração que chorou assistindo Rei Leão foi ao delírio na última semana com os rumores sobre a possibilidade do Brasil ganhar a primeira Disneylândia da América Latina. A proposta não é assim tão mirabolante. Afinal, a empresa já tem diversos parques fora dos Estados Unidos e hoje atrai multidões para se encantar com seus personagens também em Tóquio (Japão), Paris (França), Hong Kong e Xangai (China).

Então, reconheço que eu já estava sonhando com a minha foto, vestindo camisa da seleção brasileira, ao lado do Mickey, em frente ao castelo da Cinderela. E nesse cenário, o meu sorriso no rosto seria bem maior por saber que não mais precisaria pagar em dólar pelo passeio na terra do tio Walt Disney. Afinal, um dólar hoje está custando quase quatro reais.

A esperança, entretanto, virou abóbora igual a carruagem da Cinderela no fim da noite. Depois de revelar um encontro com representantes da gigante do entretenimento e até a reserva de área de 800 hectares em Sobradinho para a instalação de um parque, o governo do Distrito Federal simplesmente declarou que a proposta ainda era incipiente e agora se recusa a comentar o assunto.

Já a Disney, muito educada, emitiu um comunicado dizendo que o Brasil é um mercado atrativo, mas afirmou categoricamente que “não há planos para a construção de parques na região”. Ou seja, amigos leitores, só mesmo uma viagem internacional para conseguir a desejada selfie com o Mickey Mouse.

Quem ainda não tem o visto americano (e não estiver com paciência para encarar o processo de solicitação do visto), pode aproveitar que a entrada na Europa é bem menos chata e embarcar rumo a França para comer um croissant na agitação da Disneylândia em Paris.

O complexo conta com dois parques que recriam vários brinquedos clássicos do Magic Kingdom na Flórida, mas tem também atrações exclusivas. Somente no território europeu você poderá visitar a cozinha do filme Ratatouille e sentir a adrenalina do ratinho protagonista ao fugir entre as panelas ou se aventurar como um Jedi nas curvas de uma montanha russa inspirada em Star Wars.

Agora se a fada madrinha não acenou a varinha mágica dizendo “Bibidi-Bobidi-Bu” para aparecerem euros na sua carteira, o jeito é curtir os parques temáticos brazucas para animar as férias da criançada.

Podemos não ter a nossa própria Disney (ainda!), mas conseguimos criar um parque de neve no meio de um país tropical e só nós, brasileiros, temos a Turma da Mônica e o Beto Carreiro (#chupamundo). Confira uma lista com essas e outras atrações para uma boa diversão entre amigos ou com a família:

Beto Carreiro World

É o maior parque temático da América Latina e localizado no município de Penha, no litoral norte de Santa Catarina. Com 4 milhões de metros quadrados, o parque concentra mais de 100 atrações entre brinquedos radicais, shows musicais ao vivo e um dos mais belos zoológicos brasileiros. Entre os destaques está a FireWhip, primeira e única montanha-russa invertida do Brasil, onde o trilho fica sobre as cabeças das pessoas e os pés literalmente pendurados. Os preços dos ingressos para o Beto Carrero World variam entre R$90 e R$270.

Snowland

Localizado em Gramado, no Rio Grande do Sul, é o primeiro parque de neve artificial indoor das Américas. O espaço, com mais de 16mil m², oferece neve o ano todo – inclusive durante o pico do verão brasileiro. O parque é dividido em três áreas de atrações: o Vilarejo Alpino, com lojas e patinação no gelo, a Montanha de Neve com pista de esqui, esquibunda, entre outras brincadeiras geladas. Os ingressos ou passaportes variam entre R$58 e R$169.

Parque da Mônica

A querida turminha do bairro do Limoeiro criada por Maurício de Souza dá vida ao maior parque coberto da América Latina, com 12 mil m² de área em São Paulo e mais de 20 atrações desenvolvidas com base em conceitos educativos e repletos de interação.
Entre as principais atrações está a Casa da Mônica, onde é possível conferir os detalhes da vida da dentuça e interagir com alguns personagens. Uma roda gigante que fica logo na entrada do parque é um dos brinquedos preferidos pelas crianças, junto com o Horacic Park que leva os visitantes a um passeio pelo mundo do dinossauro Horácio. O valor dos ingressos varia entre R$77 e R$480.

Alpen Park

Localizado na cidade de Canela, no Rio Grande do Sul, o parque conta com mais de 15 brinquedos para adultos e crianças em mais de 60mil m² de área verde para curtir momentos de adrenalina, emoção e aventura em família. Um dos diferenciais do complexo é oferecer atividades como arvorismo, tirolesa, quadricilo e muito mais. Além disso, os visitantes também podem aproveitar os brinquedos tradicionais como a montanha russa e se aventurar nas experiências tecnológicas em até cinco dimensões. Os ingressos vão de R$ 38 a R$90 com algumas atrações cobradas individualmente.

Hopi Hari

Sim, o parque fechou as portas por quase três meses em 2017 e foi a maior decepção. Porém, a estrutura passou por reformas e está funcionando novamente desde o ano passado. O parque hoje tem limite de 10 mil visitantes por dia e a venda de ingressos é somente pela internet.
Porém, nem todas as atrações antigas já estão em operação. Até o fim do ano passado, 95% dos brinquedos tinham sido reativados. Além disso, nesta nova fase, o parque funciona apenas às quintas, sextas, sábados, domingos e feriados, a partir das 11h.

Parques aquáticos

Pelo clima quente do Brasil, brincar na água é uma atração irresistível e é possível encontrar opções de parques desse estilo até em meio às praias do Nordeste. No Ceará, o Beach Park (foto) conta com enorme estrutura de 200.000m² conectando os tobogãs, hotéis e a praia. Já o Hot Park, em Goiás, possui uma área verde enorme com vários toboáguas e outras atrações como mini-golf, tirolesa, arvorismo, caiaque e mergulho.
Em São Paulo, o Thermas dos Laranjais, em Olímpia, atrai muita gente de Uberaba e região com 300 mil metros quadrados ocupados por 25 piscinas de água quente. Ao todo, são 55 atrações disponíveis, inclusive a primeira e maior montanha russa aquática do Brasil e pista de surf. Já pertinho da capital paulista, o Wet’n’wild conta mais de 25 atrações classificadas como família, moderadas e radicais, que juntas totalizam sete milhões de litros de água tratada e reciclada.

*Gisele Barcelos é uma jornalista viajante, que adora pesquisar e montar roteiros para aventuras pelo Brasil e exterior. Além de escrever sobre política no Jornal da Manhã, é autora do blog Checklist Mundo, onde compartilha suas andanças e experiências pelo mundo afora.

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