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Uberaba, 24 de julho de 2019 -

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Ana Carolina Cunha de Oliveira

Feminicídio. Presente

"A dor não vai passar, mas mulheres se levantam generosamente para lutar de forma que outras não experimentem o que elas viveram." 

Feminicídio é o termo usado para denominar assassinatos de mulheres cometidos em razão do gênero. Os "motivos" dizem respeito a alguma expectativa que recai sobre elas. Dentre eles o fim de um relacionamento não aceito pelo homem, a traição ou até mesmo a roupa que ela usa ou como se comporta. Mas, o fato é que os homens são incapazes de aceitar que as mulheres não lhes pertencem.

O Brasil é o quinto país que mais mata mulheres no mundo. São doze assassinadas todos os dias. E o mais chocante é que esse crime é tratado como "mimimi" de feminista. Em se tratando de mulheres negras, os números são ainda mais alarmantes; o país mata 71% a mais do que as de pele clara.

A Lei do Feminicídio de 2015 estabelece que a pena para o criminoso seja maior. Porém, a Justiça brasileira é machista, rica e branca, e em função disso muitos dos casos não são punidos ou nem relatados.

Portanto, o feminicídio é um símbolo de uma sociedade patriarcal e ignorante, que sempre tratou a mulher como objeto. Porém, não se pode aceitar que o nosso sexo determine o nosso futuro.

Lembre-se, querido leitor, não é preciso ser mulher para combater o feminicídio.  

(*) Estudante do 1º ano do ensino médio no Colégio Apoio

 

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