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Uberaba, 17 de dezembro de 2018 -

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Esperança!

“Filhos do amor! Sorriam! / O Brasil é um país afortunado / Sonho, liberdade, dignidade, alegria e esperança / Do passado glorioso uma tênue e esmaecida lembrança / Agora caminham juntos, para sempre, neste solo sagrado”. Tomei a liberdade para abrir este texto louvando-me em estrofe do poema “Brasil!”, concebido pelo meu confrade pela Academia de Letras do Triângulo Mineiro, Paulo Fernando Silveira. Reflexões saídas do peito que nos convidam a dar as mãos em prol do nosso Brasil, cujo estado atual, senão no abismo, está à beira com chance única de resgate. 

“Ama com fé e orgulho a terra em que nasceste! / Criança! Não verás nenhum país como este. / Olha que céu! Que mar! Que rios! Que floresta! / A natureza, aqui, perpetuamente em festa...”. Disse Olavo Bilac (1865/1918) no poema “A Pátria”. Ambos os literatos expressam o mesmo anelo em séculos diferentes, sonhando com ideal idêntico; qual seja o de termos o País da “Ordem e Progresso”.

Ganharei rótulo de direitista ao dizer que tenho saudade dos tempos de criança quando na escola, às segundas-feiras, cantávamos o Hino Nacional, hasteávamos a bandeira do Brasil e, nas sextas, mantínhamos o Grêmio Estudantil. Nos desfiles de Sete de Setembro cada escola dava o melhor de si para mostrar o seu padrão de cidadania. E tudo isso, onde está?  

Ganharei outros rótulos ao frisar que, sem disciplina e método, não vamos a parte alguma. Graças às duas, materializamos sonhos e, não fosse elas, eu, aos 14 anos, não teria sido chefe da primeira Guarda Mirim de Uberaba. Aos 18, passando pelo nosso saudoso TG-59, tive a honra de, na graduação de cabo, comandar um contingente de 300 homens por dez dias enquanto todos os sargentos instrutores, ausentes de Uberaba, faziam curso de sobrevivência na selva. Nas demais atividades que exerci e exerço, o amor sempre se fez e faz presente abrindo caminho para a realização. Não posso omitir que mãos amigas e ombros perfilados sempre responderam e respondem: “Presente!”.

“Brasil!” e “A Pátria”, estamos prontos para reerguê-los, inspirados na frase lapidar do poeta, abolicionista e acadêmico Joaquim Osório Duque Estrada (1870/1927): “Verás que um filho teu não foge à luta...”, contida no Hino Nacional Brasileiro. 

Agradeço ao Colégio Tiradentes da PMMG que, realizando mesa-redonda sobre o tema: “Moradores de rua, os invisíveis da cidade”, incluiu o meu nome para intercambiarmos com seus alunos, conceitos o sobre o livro “O andarilho, quem é ele?”, cuja honra insigne tive de conceber. Mirando os olhos daqueles jovens, professores e integrantes da mesa, palpitou-me o sentimento do qual jamais podemos prescindir: a esperança!

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