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Uberaba, 25 de junho de 2019 -

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Glauco Marques

Refletindo...

Quando tentamos fazer algo, como escrever este texto, por exemplo, normalmente pensamos: “Não posso. Tenho tarefas mais importantes para realizar”. E, assim também, muitas vezes, ocorre quando tentamos refletir sobre algum assunto, ou seja, entendemos que não temos tempo. No entanto, é a primeira atitude que devemos empreender ao despertar nas manhãs, refletir, sobre nossas vidas, sobre as inter-relações pessoais, nas atividades necessárias imediatas e cotidianas, mas também sobre nossas atitudes, no ontem, no hoje e como pretendemos agir no amanhã. Não há dúvidas, a escassez de “tempo” suprimiu nossa necessidade de pensar, de refletir, a sociedade, como um todo, não está bem, e nos sentimos perdidos, muitas vezes sem esperanças e desiludidos. No entanto, não podemos baixar os braços, como dizem os portugueses, precisamos continuar, precisamos viver, trabalhar, travar o bom combate a nosso favor, de nossas famílias e da sociedade da qual fazemos parte. Cada tragédia ocorrente e a nós apresentada mais nos sufoca, mais nos deprime, impelindo-nos a “deixar tudo correr”, como se “o acaso” fosse uma solução, mas não é. Precisamos nos posicionar e, em seguida, agir. Precisamos compreender a razão dos fatos, suas consequências, e tentar, pelo menos, descobrir conjuntamente fórmulas e soluções viáveis para se resolver problemas, principalmente os que nos afligem a todos indistintamente. Enfocando a segurança pública, para não divagarmos ao léu, e deixando para outras oportunidades levantar questões sobre outros temas, temos o direito de viver em sociedade, mas existem regras, leis, que devem ser respeitadas. As forças, todas elas, Guarda Municipal, polícias Civil, Militar e Federal, Exército, Marinha e Aeronáutica, são os braços fortes de nossa sociedade, e são constituídas por membros dessa própria nossa sociedade, assim, os agentes são filhos, filhas, pais, mães, maridos, esposos, esposas, netos, netas, avôs e avós de outros integrantes desta sociedade, ou seja, são partes de nossas famílias. Então, quando um cidadão, que tem toda a liberdade de viver e trabalhar honestamente nesta mesma sociedade, para conseguir no tempo correto os louros decorrentes de suas vitórias travadas no bom combate da vida, opta por agredir alguém, furtar, roubar, assassinar qualquer pessoa, civil ou militar, para auferir vantagens para si ou grupos que integre, infringindo as regras e leis impostas por nós mesmos, cada um de nós, enquanto sociedade, logicamente assume os riscos gerados pela atividade ilícita praticada. Não conseguimos vislumbrar um agente da lei com ânsia e vontade de matar, nem, logicamente, de ser ferido ou morrer, assim, como já dito, os mesmos estão preparados para agir, no estrito cumprimento do dever legal, e, para tanto, inclusive para se defender, justificado o uso da força para tal fim. A sociedade, neste momento, agora e sempre, deve se posicionar a favor da lei ou contra ela? A lei é para todos ou há exceções? A razão não nos permite outra escolha: a favor da lei e da ordem sempre. Cabe agora, a cada um de nós, indistintamente, nos manter no bom caminho, respeitar para ser respeitado, conscientes do que tem valor, do que é correto, do que é legal. Àqueles elementos que escolhem o mau caminho, além de nossas orações e conselhos, não resta alternativa que não seja a coibição de seus atos, seja a advertência, a repreensão, a punição, ou mesmo a justa e na medida resposta ao ato criminoso praticado, ou seja, o revide à altura, para a mais breve e urgente cessação da atividade criminosa. Assim, é vital, reflitamos, sempre, a fim de chegarmos às conclusões óbvias quando a dor e a revolta pela perda de uma vida foi ocasionada pelo próprio indivíduo que optou pela má conduta. Destruir um bem público ou que atende ao povo não gera soluções. É certo que a dor e a revolta são as motivações para a continuidade do mal que, feliz ou infelizmente, também devem ser compreendidas, sim, mas coibidos os atos injustos e ilegais praticados em consequência delas. Sejamos razoáveis, sejamos justos, mais que conceder, reconheçamos o direito daqueles que tiveram outorgados seus poderes de agir em favor da sociedade de praticar suas atividades de forma digna, segura e com liberdade. Deixemos de buscar culpados por fatos consequentes das injustiças e diferenças sociais agravadas pela incompetência dos administradores públicos eleitos por nós. Reflitamos sim, muito, para que possamos agir sempre, e cada vez mais, e melhor, com clarividência e justiça, superando os erros do passado, crescendo, nos tornando cada vez melhores e mais capazes, para juntos construirmos uma sociedade melhor, para todos nós.

(*) Cidadão, artista, advogado e político

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