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Uberaba, 25 de junho de 2019 -

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Moura Miranda

Eu tinha uma profissão

- Senhor Maurílio Moura Miranda qual é a sua profissão?
- O quê?
- Senhor Maurílio qual é a sua escolaridade?
- Escolaridade..., escolaridade..., a sim, desculpe-me. Sou formado em Geografia, História e Estudos Sociais. Como profissão pode colocar também radialista, avicultor ou pequeno produtor rural. A senhora me perdoa, acontece que até o início desta semana que passou eu estava acostumado a responder simplesmente que a minha profissão era JORNALISTA, mas ela acabou.
 
Ou melhor, o Supremo Tribunal Federal decidiu que aquele meu diploma, que lutei muito para conquistar, inicialmente nas Faculdades Santo Tomás de Aquino, e depois nas Faculdades Integradas de Uberaba (FIUBE), não vale mais nada. Hoje estou até arrependido de durante tantos anos ter ignorado estas minhas outras profissões, muito honradas, para dizer orgulhosamente que era um JORNALISTA. Acontece que ser JORNALISTA era um sonho de criança. Foi por este sonho que comecei bem jovem no rádio e um dia quando me ofereceram uma carteira de JORNALISTA PROVISONADO, preferi fazer o vestibular da FISTA.
 
E como foi bom. Como valeu a pena. Lá pude conviver com grandes colegas, alguns hoje figuras importantes, como Nárcio Rodrigues, Lídia Prata, Gislene Martins, Ramon Magela, Denise Mendes, Luiz Bartonelli, Margarethe, Valter Farnesi e vários outros cuja memória, não muito clara no momento, pelas emoções e decepções dos últimos dias, que me faz esquecê-los. Foi bom pelo timaço de professores, assim do nível de Paulo Rodrigues, Paulo Roberto, Davi Protti, Irmã Patrícia, Décio Bragança, Newton Mamede, Zilma Bugiatto, Dedê Prais e vários outros, que pelos mesmos motivos do esquecimento de vários colegas, agora também me fogem da memória. Foi com eles que aprendi um pouco de ética, redação, prática de jornalismo, fotografia, rádio, televisão etc., etc.
 
Foi muito bom pelos sonhos, pela convivência, pelas festas de formatura; tive duas, pois por motivo de excesso de trabalho comecei com uma turma e terminei com outra. Graças ao meu diploma de jornalista fui aprovado no serviço público, onde hoje me encontro aposentado. Fico triste por saber que muitos colegas não poderão ter mais este privilégio. Ser JORNALISTA em pouco tempo não significará ter frequentado bancos escolares por vários anos, ali ter aprendido e sonhado. Provavelmente, será direito de qualquer cidadão que por vocação, proteção, ou outros diferentes motivos, ocupará redações, microfones, assessorias e etc., independentemente de ter ou não uma formação técnica e acadêmica. Hoje, não sei dizer se isto será bom ou ruim, para aqueles que como eu, sonharam um dia em falar de peito estufado e cabeça erguida: Minha profissão? Sou JORNALISTA.
 
O Supremo Tribunal Federal, que tudo pode, caçou milhares de diplomas de JORNALISTAS, obtidos através de árduos anos de estudos e sacrifícios familiares, ao determinar que doravante eles não serão mais exigência para se ocupar os cargos que antes estavam reservados aos seus portadores. Foram os mesmos ministros que não se preocupam em cassar maus políticos, que com suas atitudes impedem que este país chegue ao seu sonhado futuro. Os mesmo ministros que com suas decisões velozes livram das grades corruptos e corruptores e permitem que processos se arrastem por séculos, para que acusados não tenham seus nomes lançados no rol dos culpados e sejam punidos, foram incisivos com os diplomas de JORNALISTAS: daqui para frente suas utilizações principais serão como enfeites de paredes.
 
Desculpem-me, caros leitores deste espaço, mas precisava, para ficar bem com minha consciência, deste pequeno desabafo que em nada mudará o que foi decidido, mas servirá para me solidarizar com milhares de colegas atingidos e registrar para a posteridade a minha indignação e decepção, com o ocorrido esta semana em Brasília.
 
USC NO CAMINHO CERTO
 
Independentemente do resultado do amistoso de ontem em Catalão (GO), contra o CRAC, o Uberaba está no caminho certo. Formou o seu elenco com uma antecedência razoável e vem treinando muito. Se o resultado será positivo, ou não, somente os jogos oficiais irão dizer. Os adversários também são fortes, merecem respeito e estão se preparando com afinco. O importante é que o colorado está vivo. Faz parte do grupo dos 100 melhores clubes do Brasil e dos 10 clubes mineiros que vão disputar a competição oficial da FMF, no segundo semestre. Que autoridades, empresários, torcedores, enfim todos nós o ajudemos a se manter assim: VIVO E FORTE.
 
SHOW DO CRUZEIRO
 
Não acreditava que o Cruzeiro iria conseguir segurar o São Paulo, no Morumbi. Enganei-me. O time de Adilson Batista deu um show de garra, determinação e de futebol. O gol do garoto Henrique foi um dos mais bonitos dos últimos tempos. Aquela curva me fez lembrar do gol de Nelinho, pela seleção, na Copa da Argentina, há 31 anos passados. Se jogar contra o Grêmio o que jogou na quinta-feira, vai para a final e conquistará o seu terceiro título continental.
 
ZAGUEIROS
 
Deixo para o próximo domingo uma análise sobre os melhores zagueiros centrais que vi atuar no futebol de Uberaba. Esta posição foi rica em craques e grandes jogadores.
 
BOM DOMINGO A TODOS.
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