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Uberaba, 17 de junho de 2019 -

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Mário Salvador

Semana Santa

Estamos na Semana Santa. Durante esta semana, que marca o final da Quaresma, serão relembradas a paixão e morte de Jesus, bem como a ressurreição – a Páscoa, principal celebração dos cristãos. 

Domingo de Ramos, com a Procissão dos Ramos, relembramos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, para comemorar a Páscoa Judaica, sendo recebido como um rei, depois de quarenta dias de jejum e tentação.

Na Segunda-Feira Santa, Maria unge Jesus com perfume.

Na Terça-feira Santa, Cristo anuncia a própria morte e também a traição de Judas, o que causa grande sofrimento aos seus discípulos.

O ritual da Quarta-feira Santa, último dia da Quaresma, lembra o luto e a escuridão que invadiram a Terra após a morte de Cristo.

A Quinta-Feira Santa celebra a Ceia do Senhor, em alusão à Última Ceia, na qual ocorreram três consideráveis dádivas de Jesus: Eucaristia, Sacerdócio e os Mandamentos do Amor. A Missa do Lava-Pés é uma referência à humildade de Cristo, que lavou os pés de seus doze discípulos.

Sexta-Feira da Paixão recorda a morte de Cristo na Cruz - um dia cinzento, triste, que impõe respeitoso silêncio e nos convida à reflexão.

Sábado da Aleluia é o dia que antecede a ressurreição de Jesus, marcado pela Vigília Pascal. Tradicionalmente é quando acontece a malhação de Judas, que a um custo de trinta moedas de prata, teve um triste fim.

O Domingo da Páscoa celebra a Ressurreição de Cristo - a vitória sobre a morte. Aleluia! A Páscoa, principal festa do cristianismo, celebra a vida, o amor e a misericórdia de Deus.

Já vivenciei várias Semanas Santas. Antes, era um período de quietude. Não se varria casa; nada de cantoria; rádios ficavam desligados; espelhos, cobertos. Dispensava-se a vaidade pessoal como tributo a Cristo. Crianças optavam por brincadeiras calmas; estilingues ficavam em férias. Um manto de silêncio baixava sobre a humanidade... Carne? Nem pensar. E muitos impunham a si mesmos um piedoso jejum. Famílias inteiras participavam da Procissão do Enterro. E o Sermão das Sete Palavras era muito esperado.

Mudam-se os costumes, porém permanece a verdade suprema e eterna: Cristo imolou-se e ressuscitou, vencendo a morte - tudo por nosso bem. Quando todos seguirmos o que Cristo pregou, não haverá mais crimes, sofrimento, fome, injustiça; nem precisaremos de leis para tratar de direitos e deveres, pois a humanidade será expressão de amor e fraternidade plenos. A mudança começa em cada um de nós. Que, nesta Páscoa, assumamos definitivamente esse compromisso para com Deus e nossos irmãos.

 

 

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