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SOBRE RODAS

"Lei Seca" completa onze anos

Mesmo completando todo este tempo, o álcool ainda preocupa, porque muitos motoristas ainda se arriscam ao assumir o volante após consumir bebida alcoólica

09/02/2019 - 00:00:00. Última atualização: 09/02/2019 - 07:39:53.

 


Entre 2008 e 2016, a “Lei Seca” teria evitado a morte de quase 41 mil pessoas. Contudo, a embriaguez ao volante continua sendo uma das principais causas de acidentes de trânsito no país


O bafômetro ainda não conseguiu fazer sua parte no cumprimento da “Lei Seca”, por isso é um dos aparelhos mais polêmicos da fiscalização de trânsito brasileira

Finalmente, uma notícia boa. O Brasil reduziu o número de mortes por acidentes de trânsito em relação ao consumo de bebidas alcoólicas. Mais rigor na lei e campanhas na mídia bem elaboradas trouxeram este bom momento. É o que mostra o Relatório Global da OMS sobre o Estado da Segurança Viária 2018. No entanto, apesar de as taxas de mortalidade no trânsito no país (19,7 por 100 mil habitantes, segundo dados de 2016) estarem registrando tendência de queda (estavam em 20 por 100 mil habitantes em 2006), elas permanecem bem acima das taxas europeias.

AINDA É ALTO
Mas ainda não temos nada a comemorar, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, do IBGE. Publicada em 2013, o relatório estimou a proporção de indivíduos que conduziram veículo motorizado após o consumo de bebida alcoólica. Esse percentual foi de 24,3%. Considerando o total da população brasileira adulta, a proporção foi de 4,4%. É um número preocupante. Dirigir sob o efeito do álcool é elencada como uma das principais causas de acidentes viários no mundo.

FALTA SERIEDADE
Criada em 2008 pelo então deputado federal do PSC-RJ, Hugo Leal, a “Lei Seca” completa onze anos, e uma boa parte dos motoristas brasileiros ainda não leva a sério o problema. Outro estudo conduzido pelo Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES) e divulgado em 2017 aponta que, entre 2008 e 2016, a “Lei Seca” teria evitado a morte de quase 41 mil pessoas. Contudo, a embriaguez ao volante continua sendo uma das principais causas de acidentes de trânsito no país.

NOVIDADE
Alguns sites alertam que a quantidade mínima de álcool no organismo não é mais condição fundamental para a caracterização penal, mas apenas uma das formas de comprovação da sua ocorrência. Todos os condutores que tiverem sinais notórios de embriaguez ou, independente desses sinais, se o resultado do etilômetro for igual ou superior a 0,34 mg, devem ser conduzidos ao Distrito Policial para as providências de polícia. Portanto, olho vivo!

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