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SAÚDE

Saúde incorpora medicamento para tratar sintoma do autismo

Ministério da Saúde acaba de incorporar ao Sistema Único de Saúde a oferta do 1º medicamento para tratar os sintomas do autismo. Trata-se de medicamento conhecido como Risperidona

- Por Thassiana Macedo Última atualização: 17/09/2014 - 19:13:27.

Ministério da Saúde acaba de incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) a oferta do primeiro medicamento para tratar os sintomas do autismo. Trata-se de medicamento conhecido como Risperidona e irá auxiliar na diminuição das crises de irritação, agressividade e agitação, sintomas comuns em pacientes com a doença. A estimativa é de que o tratamento esteja disponível gratuitamente à população a partir do início de 2015 e que beneficie em torno de 19 mil pacientes por ano.

De acordo com o neurologista pediátrico Alfredo Leboreiro Fernandez, a Risperidona já é utilizada para o tratamento do transtorno do espectro autista há muitos anos. “Acontece que a medicação só era fornecida gratuitamente na rede para o tratamento de pacientes portadores de esquizofrenia. Segundo o Ministério da Saúde, a partir de agora a mudança é que a Risperidona também será liberada para o tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA)”, afirma.

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 70 milhões de pessoas no mundo tem a doença. No Brasil, a estimativa é de que este número alcance dois milhões de pessoas. A expectativa é de que o Ministério da Saúde invista R$ 669 mil para a compra do remédio. Vale lembrar que o autismo aparece nos primeiros anos de vida e, apesar de não ter cura, existem técnicas, terapias e medicamentos, como o Risperidona, que podem proporcionar mais qualidade de vida a pacientes e respectivas famílias.

O autista olha pouco para as pessoas, não reconhece nome e tem dificuldade de comunicação e interação com a sociedade. Muitos pacientes apresentam comportamento agressivo, agitado, o que exige cuidado e dedicação permanente. E, segundo a coordenadora-geral de Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde, Vera Mendes, a medicação associada ao conjunto de terapêuticas ofertado pelo SUS é fundamental para o desempenho da criança. “O remédio vai ajudar a regular os sintomas comportamentais, deixando o paciente mais apto e equilibrado na prática de suas atividades, além de melhorar seu convívio na vida social e familiar”, destaca.

Para o atendimento do autismo na rede pública, são realizadas nas Unidades Básicas de Saúde ações de habilitação e reabilitação coordenadas por equipe multiprofissional, focados nas dimensões cognitivas e de linguagem oral, escrita e não-verbal, incluindo intervenções educativas e comportamentais direcionadas aos sintomas. Os pacientes também podem ser acolhidos em Centros Especializados em Reabilitação.

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