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SAÚDE

Cientistas descobrem mais de 2 mil novas bactérias no intestino humano

Os resultados foram divulgados em revista cientifica, e tem como intuito criar uma lista abrangente bactérias que vivem no corpo humano

12/02/2019 - 14:41:19. Última atualização: 12/02/2019 - 14:56:31.

Foto/ilustrativa

Pesquisadores de um instituto de Bioinformática no Reino Unido, utilizando métodos computacionais, descobriram mais de duas ml bactérias vivendo no intestino humano. Os resultados foram divulgados em revista cientifica, e tem como intuito criar uma lista abrangente bactérias que vivem no corpo humano.
 
A ciência ainda trabalha na identificação das espécies individuais e quais papéis elas desempenham na saúde humana. "Os métodos computacionais nos permitem entender as bactérias que ainda não podemos cultivar no laboratório", disse Rob Finn, líder do instituto de pesquisa.

A pesquisa mostrou como a composição das bactérias do intestino difere em todo o planeta, e como é importante para estudar essa diversidade. "Estamos vendo as mesmas espécies bacterianas surgirem nos dados das populações europeia e norte-americana", afirmou Finn. "No entanto, poucos conjuntos de dados sul-americanos e africanos aos quais tivemos acesso revelaram uma diversidade significativa não presente nas populações anteriores. Isso sugere que coletar dados de populações sub-representadas é essencial se quisermos obter um quadro abrangente da composição do intestino humano."

"Os métodos computacionais nos permitem ter uma ideia das espécies bacterianas que vivem no intestino humano, como elas evoluíram e que tipo de papéis elas podem desempenhar dentro de sua comunidade", declarou Alexandre Almeida, pós-doutorado do EMBL-EBI. "Neste estudo, aproveitamos bancos de dados públicos mais abrangentes de bactérias gastrointestinais para identificar espécies que não foram vistas antes. Os métodos de análise que usamos são reprodutíveis e podem ser aplicados a conjuntos de dados maiores e mais diversificados no futuro."

Para Trevor Lawley, líder do grupo no Instituto Wellcome Sanger, esta análise pode contribuir com o desenvolvimento de um modelo do intestino humano. "No futuro poderia nos ajudar a entender melhor a saúde e a doença, e até mesmo orientar o diagnóstico e tratamento de doenças gastrointestinais.

*com informações da revista Galileu
 

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