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Uberaba, 23 de setembro de 2018 -

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POLÍTICA

Golpistas tentam receber dinheiro de pacientes do Hospital Regional

No fim de semana, pelo menos três pessoas acionaram a direção da unidade para comunicar que receberam ligação de supostos funcionários pedindo pagamento por procedimentos

- Por Gisele Barcelos Última atualização: 20/03/2018 - 07:26:54.

Sandro Neves


Parentes de pacientes do Hospital Regional estariam recebendo ligações com cobranças de valores para a realização de exames

Secretaria Municipal de Saúde alerta para tentativa de golpe com pacientes do Hospital Regional. Pessoas relataram que supostos funcionários do HR entraram em contato por telefone e solicitaram o pagamento de exames.

Três pessoas acionaram a direção do Hospital Regional para comunicar que receberam ligação de supostos funcionários do HR no último fim de semana. Durante a conversa foi solicitado pagamento de exames como tomografia e ressonância, justificando que os valores seriam reembolsados à família pelo SUS na segunda-feira.

Em nota, a secretaria posicionou que a equipe do hospital não realiza ligações para familiares cobrando por exames e procedimentos. A pasta também orientou aos pacientes que procurem pessoalmente a recepção do HR, em caso de qualquer dúvida.

De acordo com o diretor-administrativo do Hospital Regional, Frederico Guilherme Ramos, as ligações têm acontecido principalmente nos fins de semana e os autores do golpe justificam que o pedido para o exame não foi liberado pelo SUS por ser sábado ou domingo, mas o procedimento precisa ser realizado imediatamente. “O HR é 100% coberto pelo SUS e não cobra por nenhum procedimento”, ressalta. O diretor do HR também declarou que todos os funcionários são orientados a não passar informação por telefone sobre pacientes internados ou procedimentos a serem realizados.

No ano passado, diversas tentativas de golpe semelhantes foram registradas no Brasil. Os casos foram alvo de investigação policial no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. No Rio, a polícia chegou a identificar a quadrilha de presidiários que aplicava o esquema. As ligações eram feitas de dentro da prisão em Rondonópolis, Mato Grosso.

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