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Uberaba, 13 de dezembro de 2018 -

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POLÍTICA

Começa o leilão de aparelhos da planta de amônia da Petrobras

Com os 37 colocados à venda, a petrolífera espera arrecadar, no mínimo, aproximadamente R$ 15 milhões

- Por Gisele Barcelos Última atualização: 21/02/2018 - 07:00:55.

Divulgação


Equipamentos colocados à venda pela Petrobras estão expostos na área em que seria construída a fábrica de amônia da Petrobras 

Petrobras dá início a leilão internacional de equipamentos da fábrica de amônia em Uberaba. O arremate começou ontem, com a disputa dos 13 primeiros lotes colocados à venda. O processo continua até amanhã (22).

Ao todo, a Petrobras colocou 37 lotes de equipamentos em leilão. Pelo lance inicial estabelecido no edital, a previsão é arrecadar, no mínimo, aproximadamente R$ 15 milhões. O valor pode oscilar, pois parte dos equipamentos teve preço inicial estimado em dólar, o que pode variar conforme a cotação do dia da venda.

O processo para a venda dos equipamentos da fábrica de amônia foi adiado duas vezes. O leilão estava marcado inicialmente para novembro, mas foi suspenso após articulações de lideranças da região para tentar barrar a alienação dos aparelhos. Ministério Público Federal chegou a recomendar a suspensão do arremate.

Entretanto, no início deste mês, grupo de trabalho formado entre a Codemig e a Prefeitura desistiu de interromper leilão de equipamentos da unidade. Após diversas reuniões e visitas ao canteiro de obras da planta, a equipe formatou relatório para apresentar à Petrobras e posicionou que os materiais disponíveis na cidade não representam contribuição significativa para retomada da obra.

No documento, a Codemig justificou que não haveria como mensurar o investimento na manutenção e recuperação dos equipamentos, além do alto custo para a vigilância do patrimônio até que o projeto da planta de amônia fosse retomado.

Em seguida, o Ministério Público Federal retirou a recomendação para suspender a venda dos equipamentos. O procurador da República, Thales Messias Pires Cardoso, concluiu que não há qualquer perspectiva de fornecimento de gás para a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 5 (UFN5) e posicionou que o leilão visa a minimizar o importante dano aos cofres públicos causado pelo cancelamento do projeto, bem como interromper os custos com a manutenção dos ativos.

 

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