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POLÍTICA

Militares vão à CMU falar sobre o Proerd, que já atendeu mais de 70 mil estudantes

Os sargentos Andréa Oliveira Alves e Rogério Cruz Patrício foram convidados pelo vereador Agnaldo Silva (PSD)

Última atualização: 21/10/2017 - 07:02:57.

Rodrigo Garcia/CMU


Sargentos Andréa Oliveira Alves e Rogério Cruz Patrício durante apresentação na Câmara Municipal

Representantes do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) estiveram na Câmara Municipal para falar sobre o mesmo, que é desenvolvido na cidade há 14 anos. Os sargentos Andréa Oliveira Alves e Rogério Cruz Patrício foram convidados pelo vereador Agnaldo Silva (PSD).

O Proerd surgiu nos Estados Unidos em 1983, com o nome de Drug Abuse Resistence Education (Dare), sendo implantado em 1992 pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Aos poucos se espalhou pelo país e hoje é adotado em todo o Brasil. Atualmente os currículos são divididos da seguinte forma: educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental; 5º ano do ensino fundamental; 7º ano do ensino fundamental; e para os pais/responsáveis.

Em Uberaba o programa foi iniciado em 2003. A sargento Andréa explicou que os professores passaram por um programa de capacitação na cidade de Betim (MG). Ela também destacou a importância do papel do professor. “O professor é o pai de todas as profissões, ele trabalha com o coração, com a certeza de que vai influenciar nas vidas das pessoas”, afirmou.

De acordo com a policial, ela e o sargento Patrício estão na atividade há dois anos, realizando um convívio constante com as crianças, que acabam, inclusive, fazendo confidências. Dentro do programa eles atuam mais com alunos do quinto ano, na faixa etária entre nove e dez anos. Ainda segundo a militar, mais de 70 mil alunos foram atendidos durante os 14 anos do Proerd na cidade (estendido aos municípios de Água Comprida e Delta).

O sargento Patrício lembrou que hoje a droga é a maior responsável pelo alto índice de criminalidade. “Nós trabalhamos com a autoestima, para que saibam tomar uma decisão, pois, caso contrário, aliciar uma criança de dez, doze anos, acaba se tornando fácil”, disse o PM. Para ele, são pontos importantes, pois plantam uma sementinha e têm colhidos bons resultados. “O que for plantado hoje, teremos resultado daqui a cinco, sete anos”, explicou Patrício.

O programa é semestral, período em que são realizados dez encontros, e, no final, a formatura. O sargento explicou que a demanda é grande, mas estão atendendo a todas as escolas que abriram as portas. Neste semestre são aproximadamente 2,2 mil alunos, enquanto nos primeiros seis meses foram atendidos 2,3 mil estudantes.

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