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POLÍTICA

CMU paga acima do preço de mercado itens para lanche dos parlamentares

Valores foram especificados no extrato da ata de registro de preços do pregão eletrônico para a contratação de empresa para o fornecimento dos produtos

18/04/2019 - 00:00:00. - Por Daniela Brito

Produtos que integram lista para o café dos vereadores estão acima do preço de mercado. Os valores foram especificados no extrato da ata de registro de preços do pregão eletrônico para a contratação de empresa para o fornecimento dos produtos e publicado no Porta-Voz, Diário oficial eletrônico do município. 

No documento, o pote de achocolatado em pó, de 800 gramas, será fornecido pelo valor unitário de R$14,20. Já a unidade do pote de manteiga, de 500 gramas, está cotada em R$21,90 enquanto o pão francês, será fornecido pelo valor de R$12,45 o quilo. Já o tradicional pão de queijo, o preço é de R$36,90.

A reportagem do Jornal da Manhã fez uma cotação destes produtos em alguns estabelecimentos comerciais de Uberaba. Em tradicional supermercado, o achocolatado em pó pode ser encontrado a R$9,98 enquanto o pote de manteiga, a R$15,30. Já o quilo do pão francês é vendido a R$9,50 e o do pão de queijo a R$24,98. Em outro estabelecimento, os itens também estão com valor abaixo do preço que será adquirido pela CMU. O achocolatado está sendo vendido a R$10,59 e a manteiga de leite, R$18,55. Já o quilo do pão de queijo está R$11,69 e do pão francês, R$14,90.

Diretor diz que empresas cobram mais por estar em dia com fisco. O diretor-geral, Rodrigo Souto, esclarece que o pregão presencial tem validade de doze meses, e por se tratar de registro de preços, a CMU só irá pagar apenas aquilo que efetivamente consumir, “não onerando seu orçamento e nem se obrigando a arcar com o valor total da ata registrada”. Explica ainda que esta modalidade de licitação é uma ferramenta extremamente útil, pois além de manter os mesmos preços durante todo o período, baixa o valor relativo à maioria dos itens, uma vez que a quantidade registrada é maior, o que faz com que o fornecedor também conceda descontos maiores nos produtos.

Além disso, ele esclarece que os itens não são exclusivamente para os vereadores, mas ao contrário, são destinados a todos os servidores, inclusive, motivo pelo qual o registro dos preços é feito nessa quantidade. Rodrigo Souto garante ainda que será pago apenas aquilo que efetivamente consumir, “não havendo nenhum ônus aos cofres públicos apenas com a realização da licitação”. Em relação à questão de os produtos estarem acima do valor de mercado, ele diz que “infelizmente não podemos exigir muito, pois a empresa licitante tem que estar em dia com os impostos, ou seja, estar em dia com o fisco, apresentando todas as certidões negativas municipais, estaduais e federais. A grande maioria dos produtos de mercado não está nas prateleiras de empresas que não estejam em dia com o fisco”. 

Por fim, ele destaca que com o consumo dos itens listados, no ano passado, a CMU gastou cerca de R$14 mil, o que corresponde a média mensal de R$1.160 em consumo.

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