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POLÍTICA

Luiz Dutra classifica a proposta de corte salarial como demagogia

O salário de vereador fica na casa dos R$10 mil. Duas propostas de projeto de iniciativa popular foram apresentadas via redes sociais

- Por Marconi Lima Última atualização: 30/08/2015 - 16:08:28.

A proposta de redução salarial dos vereadores é tratada com certa cautela entre parlamentares uberabenses. Pelo menos dois deles são claros em afirmar que são contra o corte nos vencimentos: o presidente da Câmara, Luiz Dutra (SD), e Marcelo Machado Borges, Borjão (DEM).

O salário de vereador em Uberaba fica na casa dos R$10 mil. Duas propostas de projeto de iniciativa popular foram apresentadas via redes sociais. Uma, organizada pelo vereador China (SD), pretende reduzir em 50% os vencimentos, e outra, que partiu de movimento popular, quer um corte maior, de 74%.

Dutra foi duro quando questionado sobre uma possível redução nos salários dos parlamentares. “Isso é demagogia. Há outras medidas que podem ser adotadas para a boa gestão pública. Eu, em meus mandatos como presidente da Câmara, sempre devolvi recursos do Legislativo ao Executivo”, frisou. Borjão, em recente reunião realizada na Câmara de Uberaba, foi claro: “Sou contra a redução do salário de vereador e sou contra o aumento no número de cadeiras para a próxima Legislatura”, destacou.

O presidente da Comissão de Orçamento e Finanças da Câmara, vereador Samuel Pereira (PR), disse que o projeto de iniciativa popular tem que cumprir um número mínimo de assinaturas para ser protocolado no Legislativo. “São cinco mil assinaturas. Uma vez que se consiga o número mínimo, o projeto vai a plenário para ser aprovada a tramitação e, depois, segue para análise das comissões, e, com os pareceres finais, vai à votação”, destacou Samuel.

O vereador João Gilberto Ripposati (PSDB) destacou que o projeto poderia ser assinado por qualquer vereador. “Mas, se houve a opção de apresentar um projeto de iniciativa popular, pode demonstrar mais força e ser uma expressão do que pensa uma parcela da sociedade. Agora, é necessário um estudo jurídico para se conhecer a viabilidade da redução”, comentou o tucano, que se disse a favor do aumento do número de cadeiras na Câmara para 2017.

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